Crítica:
Por Raul Guastini

     Imagine só salvar o mundo e ser odiado ao mesmo tempo? Hancock possui super força e super velocidade, ajuda a humanidade, mas seu estilo de “nem aí com os outros”, praticamente em tudo que faz, o torna um herói antiético. Além disso, ele é alcoólatra e desconta toda sua insatisfação em quem o rodeia. Assim, a população está farta de ter um super-herói que causa tantos problemas e destruições.

Eis, então, que o destino coloca Ray Embrey (Jason Bateman) um relações públicas em seu caminho. O RP pretende ajudá-lo a mudar esse comportamento, mas será que vai conseguir?

O filme dirigido por Peter Berg (O Reino/2007 e Bem-Vindo à Selva/2003) traz no elenco o astro Will Smith como o mentalmente perturbado super-herói John Hancock. Jason Bateman é o marqueteiro Ray Embrey. Demitido do seu último emprego, um dia ele é salvo por Hancock, e assim decide trabalhar como relações públicas do super-herói.

O problema é que o relacionamento entre os dois envolve a esposa de Berg, Mary interpretada por Charlize Theron (vencedora do Oscar por Monster) e seu filho Aaron (Jae Head) e muitas confusões vem por ai.

Dentro de um ritmo empolgante Hancock prende bandidos de um modo nada convencional, salva baleias de forma inesquecível, destrói tudo que encontra pela frente, deixando a cidade um caos. Todavia, este desempenho, no mínimo, esquisito para um herói, é causado por que Hancock tem sérios problemas de frustrações e incertezas.

A história mostra o lado pessoal do super herói e cria forte expectativa no espectador para descobrir o que aconteceu para ele ficar assim, para saber como seus poderes apareceram, e se ele conseguirá recuperar sua auto-estima e respeito.

Desta forma Peter Berg atinge seus objetivos: em Hancock, dá para rir, chorar, surpreender-se, ou seja, todos os grandes pontos de um filme do gênero. A produção é de qualidade, a fotografia impecável e os efeitos especiais ótimos. Como também não poderia deixar de mencionar o grande trabalho de Smith e Theron. Não perca, realmente existem heróis e existe Hancock.

 

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