Crítica:
Por Lúcia Helena de Camargo
No quarto filme, enfim, salvos. Estreia nesta sexta, com Christian Bale (Batman - O Cavaleiro das Trevas) encabeçando o elenco na pele de John Connor, O Exterminador do Futuro - A Salvação.
O filme se passa no ano de 2018. Um futuro não tão distante dos tempos atuais. Porém, envolto em trevas apocalípticas. Na terra devastada reina a Skynet, rede de inteligência artificial que há 14 anos tomou o poder. Exterminadores espalhados pelo mundo aniquilam os seres humanos. Escondidos em bunkers subterrâneos, as pessoas que sobraram estão organizadas na organização A Resistência. E lutam para retomar o planeta. Na lista de coisas a fazer de Connor, líder do movimento, está resgatar Kyle Reese, seu pai, preso pela calculista Skynet.
E para desafiar a perspicácia de Connor, aparece Marcus Wright (Sam Worthington), vindo de algum lugar do passado (ou do futuro?), desprovido de memória ou referências, sem saber direito quem é, o que deve fazer, muito menos de que maneira. Ao descobrir o desígnio para o qual foi concebido, no entanto, Wright poderá causar estragos. Ou criar vidas, tornando toda a trama um pouco mais nebulosa.
Atual governador do estado americano da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, astro dos três longas anteriores da série, faz apenas uma aparição especial. Ou quase isso. Sem estragar a surpresa, pode-se dizer apenas que ele surge enquadrando-se no espírito que mistura alta tecnologia com idas e voltas no tempo, mote de O Exterminador do Futuro:
A Salvação.
Entre uma agitação e outra, desenham-se discussões filosóficas. Estão ali para imprimir o tom grave que dá consistência e liga as sequências "normais", compostas de tiros de montão, perseguições e explosões fenomenais. A principal é sobre a essência da humanidade, a fagulha que torna alguém capaz de pensar, sentir, compadecer-se da dor alheia – a alma?
John Connor, homem, combate, além de robôs, andróides T-800 e computadores, outros humanos que acabam se comportando como mecanismos programados apenas para executar tarefas. "Qual a vantagem em vencer se não pudermos nos diferenciar das máquinas?", questiona. Não chega a ser nada muito profundo, porque é preciso que o diálogo seja breve e rapidamente dê lugar a novas explosões e correrias. Mas salva o filme de entrar na categoria de apenas mais um longa de ação recheado de truculência. Salvação legítima.