Crítica:
Por Lucia Helena de Camargo

O novo trabalho de Roman Polanski na direção, O Escritor Fantasma (The Ghost Writer, Reino Unido / EUA, 128 minutos) é um suspense de qualidade, ganhador do Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Cinema de Berlim deste ano. O filme traz Ewan McGregor como o homem com talento para as letras que aceita transformar em uma obra literária as memórias do ex-primeiro ministro britânico Adam Lang (Pierce Brosnan). O roteiro, de Robert Harris e Polanski, foi basedo no livro O Fantasma, do próprio Harris.

O escritor entra no projeto já apreensivo, pois foi chamado às pressas para substituir seu antecessor, que morrera afogado na semana anterior, em circunstâncias pouco esclarecidas. Ele é convocado a trabalhar em uma pequena ilha na costa americana, a princípio lapidando o texto do copião que contém a transcrição das conversas que o político manteve com o "fantasma" anterior. Depois, fazendo novas entrevistas com o primeiro-ministro, para captar declarações. Mas tudo muda depois que certas revelações chegam à mídia.

Kim Cattrall (a Samantha de Sex and The City, na foto, com McGregor) vive Amelia, a eficiente secretária particular, que cuida desde a manutenção do sigilo sobre os escritos guardados a sete chaves até a coordenação do transporte e alimentação dos funcionários que servem ao primeiro-ministro. A mulher de Lang é encarnada por Olivia Williams. E Tom Wilkinson aparece como o enigmático professor que tanto poderá estar de lado quanto de outro.

Chove o tempo todo. A fotografia do filme, comandada por Pawel Edelman, é escura. Há muitas sombras nessa trama que se enreda mais e mais, até o desfecho esclarecedor.

 

 

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