Segredos
corporativos guardados a sete chaves que
podem significar vida ou morte para milhares
de pessoas, em um processo de US$ 3 bilhões.
No meio de tudo, Michael Clayton (George
Clooney, foto), funcionário de uma
grande firma de advocacia de Nova York cujo
trabalho é limpar os nomes dos clientes,
seja qual for o delito cometido. O filme
Conduta de Risco (Michael Clayton, EUA, 2007,
119 minutos), com direção de
Tony Gilroy, seria só mais um filme
sobre advogados não tivesse interessantes
discussões morais sobre a importância
do dinheiro e status. E humor: um advogado
sênior tem uma epifania e fica nu no
estacionamento do tribunal.
Há uma
ou outra perseguição
de carros, mas também cenas com espaço
para o espectador pensar, como quando Clayton
pára para olhar cavalos na estrada.
Clooney faz uma atuação minimalista,
quase acanhada, mas mantém o sex appeal
mesmo aparecendo com camisas amarfanhadas
e grandes olheiras. Aqui não faz pose
de galã e nem imprime no personagem
a empáfia de Danny Ocean, líder
do grupo de ladrões de cassinos, da
trilogia que o astro divertiu-se em filmar
ao lado de Brad Pitt.
O
bom elenco conta ainda com Sydney Pollack,
no
papel
do cínico
Marty Bach, co-fundador da firma de advocacia
Kenner, Bach & Ledeen,
para a qual Clayton presta serviços.
E Tilda Swinton, como Karen Crowder, executiva
disposta a quase tudo para poupar dinheiro
da multinacional para a qual trabalha.