Crítica:
Por Erika Corrêa

Há algum tempo que as lutas de vale tudo caíram no gosto popular. O esporte com mais fãs a cada dia, ganhou personagem na novela das oito da rede Globo, que por sua vez, comprou os direitos de transmissão dos campeonatos. Negócio tão lucrativo, que rendeu um reality show estrelado pelos ícones Vitor Belfort e Wanderlei Silva, e deverá entrar no ar no final deste mês pela emissora.

Mas foi outro astro das artes marciais merecedor das telas do cinema: Anderson Silva. O documentário Como Água, retrata a rotina do atual campeão dos pesos-médios do MMA (artes marciais mistas, em inglês) durante sua preparação nos EUA para a luta com o norte-americano Chael Sonnen, em agosto de 2010.

Afinal, por que fazer um documentário apenas sobre uma luta? Tudo indica que o próximo combate no Brasil será, justamente, a revanche entre esses dois lutadores. Assim o filme atinge seu objetivo de divulgar e, consequentemente, aumentar o lucro em torno do esporte.

Enquanto cinema é recomendado para quem realmente gosta de lutas, afinal são 76 minutos, vendo socos, chutes, treinos, provocações entre os rivais, até o grande final: a luta em si.

Pouco se mostra da infância ou vida do atleta fora do octógono. Mas, apesar das poucas tomadas com a família, os cinco filhos e os amigos, Anderson Silva se revela mais que carismático. A voz fina, as camisas rosa - sua cor predileta - quase ludibriam a se tratar de um cara inofensivo. Anderson Silva é bem o contrário de luvas, capaz de apanhar durante incansáveis rounds e com um único golpe finalizar uma luta sem piedade. È justamente essa mistura de bom rapaz e atleta temível que o torna um dos mais venerados lutadores da atualidade.

O título do documentário é uma referência a uma citação domestre Bruce Lee: "assim como a água se adapta e toma a forma de qualquer recipiente, o lutador deve estar preparado para qualquer tipo de adversário e técnica".

Desde que o vale tudo ganhou regras, proibiu determinados golpes e os competidores passaram a ser divididos por peso, como no boxe, perdeu aquele ar de “politicamente incorreto”. Por isso assistir o filme é entretenimento mais que aprovado.  

 

 

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