Muito mais do que uma impressora fiscal
Equipamentos multifuncionais, também chamados
de híbridos, reúnem funções de ECF, impressora
de cheques e leitor de código CMC7
Por Carlos Ossamu
Se dependesse dos bancos, o cheque de papel
seria riscado do mapa, pois o custo da compensação é
alto em comparação a uma transação eletrônica.
Tanto que os bancos têm desestimulado a emissão de cheques
com valores abaixo de R$ 40 cobrando uma taxa. Mesmo assim, o cheque
é amplamente usado, até mesmo na forma de parcelamento,
com o uso de pré-datados, que se não existem formalmente
perante a legislação, existem de fato no mercado.
No futuro, quando a rede bancária estiver interligada com o comércio,
poderá haver a truncagem de cheques –ele será digitalizado
e a imagem é que seguirá para a compensação
e não o documento em papel, que até poderá ser
inutilizado. Isso trará economia para os bancos e segurança
para o varejista, diminuindo o risco de assaltos e extravios. A digitalização
deverá ser feita por meio de um scanner acoplado na impressora
fiscal.
Enquanto isso não ocorre, as impressoras fiscais têm incorporado
novas funções além da emissão do Cupom Fiscal.
O modelo Pertopay 2023, fabricando pela Perto S.A. (www.perto.com.br)
é um bom exemplo. Realiza a leitura de cheques e código
CMC7, imprime os cheques com tecnologia jato de tinta, faz leitura de
cartão magnético (crédito e débito) e faz
impressão térmica do cupom fiscal. O seu preço
é R$ 5.700.
| Fotos:
Divulgação |

|
| Equipamentos
multifuncionais: Pertopay Fiscal, da Perto (acima); MP-6000
TH FI da Bematech (abaixo, à dir.); FS 2100 da Daruma
(abaixo, à esq.) e a TM-H6000 FB, da Epson |
|
O equipamento conta com modem interno, permitindo a conexão com
o sistema UseCheque da Associação Comercial de São
Paulo (ACSP), realizando a consulta do documento no maior banco de dados
de informações cadastrais de pessoas físicas e
jurídicas da América Latina. O cliente não chega
a notar a operação: enquanto o cheque está sendo
impresso, o equipamento já fez a leitura do código CMC7
e faz a consulta. O serviço UseCheque informa se o nome do cliente
consta do cadastro de emitentes de cheques sem fundo, se há cheques
devolvidos, se o cheque consultado consta como roubado, extraviado ou
sustado etc.
Além da consulta, esse recurso é muito útil no
controle financeiro da loja, pois é possível saber quantos
cheques foram recebidos e os seus valores. A impressora jato de tinta
garante uma impressão de qualidade. Além disso, o equipamento
faz o alinhamento automático, imprime mesmo se a folha estiver
dobrada ou amassada, permite realizar uma autenticação
no cheque, imprimindo um código com o resultado da transação
e também possibilita a inserção de dados extras,
como RG e telefone do cliente.
Multifuncionais –
Nesta categoria de equipamentos que realizam várias tarefas,
a Elgin (www.elgin.com.br)
participa com a IF6000 TH, uma impressora de duas estações,
com ECF com impressão térmica com velocidade de 170 mm/segundos
(uma das mais rápidas do mercado) e um preenchedor de cheques
com tecnologia matricial. O equipamento é indicado para o varejo
de grande porte, onde velocidade e robustez são importantes.
O preço sugerido é R$ 7.200.
A Bematech (www.bematech.com.br)
possui um modelo similar de duas estações, chamado MP-6000
TH FI, que incorpora impressora fiscal térmica com MFD (velocidade
de 47 linhas por segundo) e impressora de cheques matricial, além
de um leitor de código CMC7. O equipamento custa R$ 7.900. "A
Bematech, juntamente com a CheckOK, oferece um serviço de consulta
de cheques", diz Eros Alexandre Jantsch, gerente de marketing de
produtos da empresa.
Novidades - A Epson
(www.epson.com.br) avisa que estará lançando no próximo
mês um equipamento que internamente é chamado de híbrido.
Na verdade, é um ECF térmico com MFD, com impressora de
cheques, impressora matricial e leitor de código CMC7. A Epson
é um das grandes fornecedoras de mecanismos para esse tipo de
produto e estará concorrendo diretamente com os demais fabricantes.
E pelas características do modelo e pelo preço, a concorrência
vai ser boa.
"O modelo TM-H6000 FB virá com 128 MB de memória
fiscal, alcança velocidade de impressão do cupom fiscal
de 170 mm/segundos e vem com guilhotina, item que em outros produtos
é opcional. O seu preço será de R$ 6.900 para São
Paulo", revela Dulce Macedo, gerente de produtos para automação
da Epson, comentando que o uso do leitor de código CMC7 dependerá
da aplicação desenvolvida, podendo servir para consulta
interna de listas negras de consumidores ou para relatórios financeiros
da loja.
Outra fabricante que chama os equipamentos multitarefas de impressora
fiscal híbrida é a Daruma Urmet (www.daruma.com.br).
Seu modelo FS 2100, que custa R$ 7.200, oferece velocidade na emissão
do cupom fiscal de 100 mm/segundo, impressão de venda de item
em uma única linha (economia de papel), bobinas com 100 mm de
diâmetro (125 metros lineares), fácil substituição
de bobina, imprime logotipo personalizado nos formatos bitmap do Windows,
imprime código de barras, exclusivo sistema que permite o preenchimento
de cheques e autenticação de documentos sem interferência
na fita detalhe e preenchimento de cheques na horizontal ou vertical.
O leitor de código CMC7 é opcional.
A Sweda (www.sweda.com.br)
está presente neste segmento com o modelo ST1000, que oferece
velocidade de 170 mm/segundo para o cupom, 5,14 lps (linhas por segundo)
para o cheque e 1,9 lps no endosso. O equipamento possui sensores que
avisam eventos como tampa aberta, fim de papel, pouco papel, cabeça
térmica levantada, temperatura inadequada da cabeça térmica
e entrada e saída de cheque. Na ABCG Informática (11-
5082-5070), esse produto custa R$ 6.800.