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Clássicos entre clássicos
 

A 82º edição do principal evento do cinema mundial acontece no dia 7 de março, no Teatro Kodak, em Los Angeles (EUA), e será apresentada por Alec Baldwin e Steve Martin.

Por Erika Corrêa

Considerada uma mulher que faz filmes de “meninos”, Kathryn Bigelow é a grande vencedora do Oscar de 2010, com seu filme Guerra ao Terror, vencedor de seis estatuetas, das nove que fora indicado.

Famosa pelos filmes de ação e aventura, como o cultuado Caçadores de Emoção, a diretora norte-americana, tornou-se a primeira mulher da história da Academia a levar a estatueta de direção para casa, além de ficar com Melhor Filme, Roteiro Original, Montagem e Edição de Som.

Assim Kathryn deu um baile no ex-marido James Cameron, que concorria ao mesmo número de categorias com seu recordista de bilheterias Avatar que ganhou apenas três prêmios técnicos (Direção de Arte, Efeitos Visuais e Fotografia).

Justiça feita - o que é raro em se tratando do Oscar - Guerra ao Terror é um filme eletrizante sobre a guerra do Iraque, criativo e sem clichês, bem ao contrário dos bonecos azuis de Cameron.

Apesar de tamanha tecnologia e milhões dólares, gastos e arrecadados, Avatar é mais uma história de colonização hegemônica, revestida de pirotecnia e efeitos especiais. Já Guerra ao Terror mostra um lado humano do conflito, longe de qualquer maniqueísmo tão evidente no seu concorrente.

A rotina massacrante de um sargento dos EUA, especializado em desativar bombas, é mostrada sem a pretensão de um comportamento “politicamente correto” e isso torna o filme ainda melhor.

Assim, Kathyrn que quase perdeu o fôlego ao subir ao palco com dois troféus em mãos, agradeceu não só aos soldados norte-americanos, como aos bombeiros e todos que arriscam suas vidas para salvar outras.

Lançado no Brasil diretamente em DVD, justamente por não aparentar a distribuidora um futuro lucro, Guerra ao Terror foi lançado no cinema aqui oito meses depois, após ganhar outros prêmios cinematográficos e ser indicado ao Oscar.

Para surpresa maior, conseguiu que a Academia se desvinculasse do efeito “bilheteria”, e não premiasse desta vez o filme arrasa quarteirão.

Já nas outras categorias as regras seguiram. O prêmio de melhor ator ficou para Jeff Bridges, por Coração Louco e Melhor Atriz para Sandra Bullock, por Um Sonho Possível. Ele, com 51 anos de carreira, e sessenta anos, interpretou um cantor country alcoólatra e fracassado, papel ideal de sofredor para o Oscar. Ela, com quarenta filmes na carreira, faz papel da boa moça que acolhe um desajustado para dentro de sua família. Um dia antes, Sandra recebeu o Framboesa de Ouro de pior atriz por Maluca Paixão.

Outras categorias sem surpresas foram, a de Melhor atriz Coadjuvante para Mo'Nique, em Preciosa - Uma História de Esperança, Melhor Ator Coadjuvante para Christoph Waltz, em Bastardos Inglórios e Melhor Animação para Up - Altas Aventuras, de Pete Docter.

A novidade ficou para o Melhor Filme Estrangeiro: "O Segredo dos Seus Olhos", de Juan José Campanella (Argentina), já que o favorito era o longa alemão A Fita Branca

A apresentação de Alec Baldwin e Steve Martin também foi outro ponto forte da festa. Bem melhor que os outros anos, os atores fizeram piadas mais inteligentes do que o costume e Martin ainda no final do evento acentuou ao lado de Kathyrn: “Avatar já é coisa do passado”. Felizes ficaram quem ainda gosta do bom cinema.

Confira a lista dos indicados e vencedores

 
 
 
 
 
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