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| Candidatos botam a boca no microfone |
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| "Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? disse Serra. |
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Agências - 27/5/2010
'Cocaína vem da Bolívia'
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou que o governo boliviano é cúmplice das quadrilhas de traficantes locais, que enviam, segundo ele, 90% da cocaína produzida no país para ser consumida no Brasil. Segundo Serra, é impossível que as autoridades bolivianas não saibam do envio desta quantidade da droga para o Brasil.
As declarações de Serra foram dadas durante entrevista ao programa "Se liga, Brasil", na Rádio Globo, no Rio de Janeiro.
"A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Como se fala muito", ironizou o pré-candidato. "Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disto. Quem tem que enfrentar esta questão? O governo federal", declarou.
O pré-candidato chegou a defender uma mudança na Constituição Federal para que o Governo Federal tenha um papel mais enfático no combate à criminalidade.
'Corpo mole' – Após a entrevista, Serra reafirmou que autoridades do país vizinho não agem como deveriam para conter o envio de drogas para o Brasil e disse que há, pelo menos, corpo mole do governo boliviano. Questionado se não temia provocar um incidente diplomático com o governo de Evo Morales, o tucano disse que não.
"A melhor coisa diplomática é o governo da Bolívia passar a combater ativamente a entrada de cocaína no Brasil. O governo boliviano tem de tratar de agitar também", afirmou Serra.
As afirmações foram feitas quando Serra defendia o maior envolvimento do governo federal no combate à criminalidade e a criação do Ministério da Segurança Pública.
Ele disse que poderá enviar uma proposta de emenda constitucional ao Congresso para garantir a maior participação da União na questão. E também fez críticas à Força Nacional de Segurança Pública, que, segundo ele, "não funciona".
Serra defendeu a manutenção do reajuste de 7,7% para aposentados e pensionistas aprovado pelo Congresso Nacional.
Evitou comentar o fim do fator previdenciário, mas ressaltou que respeitará a decisão do governo do presidente Lula. Serra disse ser favorável a uma nova reforma da previdência, pois, "os aposentados ficaram para trás".
PTB – O tucano garantiu que o apoio do PTB à sua coligação não vai interferir no seu modo de governar, se eleito. E que não promover loteamento de cargos na administração federal. O novo aliado, que se une ao DEM e ao PPS na aliança liderada pelo PSDB, é presidido pelo deputado federal cassado Roberto Jefferson, um dos pivôs do mensalão.
Após o programa de rádio, Serra foi ao Catete, na zona sul, onde se encontrou com dezenas de pessoas que passavam pela movimentada avenida do bairro. Foi cumprimentado principalmente por idosos, que o reconheciam como "criador dos genéricos". O tucano também ouviu gritos de apoio às adversárias Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), e até um xingamento de "vampiro".
Serra pegou o metrô para um encontro com o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, na residência oficial do religioso.
Mudança na agenda – O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antonio Carlos Figueiredo Nardi, considerou "frustrantes" as ausências dos pré-candidatos à presidência da República Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB) ao 26º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, que começou na terça-feira e prossegue até esta sexta-feira em Gramado, no Rio Grande do Sul.
Marina não chegou a prever viagem para o Sul porque, segundo resposta recebida pelos organizadores, não tinha como compatibilizar a agenda. Serra era esperado nesta quarta-feira, mas cancelou sua participação à última hora. Já a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, anunciou que estará no evento hoje. |
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