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| Marina promete adotar PPPs |
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| Candidata verde não dá detalhes, mas defende as parcerias público-privadas. |
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Sergio Kapustan /DC -18/5/2010
Em palestra a integrantes do Lide – Grupo de Líderes Empresariais – a pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu ontem o modelo Parceria Público-Privado (PPP).
De acordo com ela, no geral, a privatização de serviços público iniciada no governo Fernando Henrique Cardoso Cardoso (1995-2002) foi bem sucedida e aprovada pela população, especialmente na área de telecomunicações.
Mas "o processo teve ressalvas, como a falta de transparência, que não foi questionado pelo sucessor de FHC, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)". "O princípio (da privatização) foi correto", afirmou ela ao se dirigir aos empresários.
Marina evitou adiantar onde o "modelo misto" será aplicado, ao responder apenas que buscará estabelecer marcos regulatórios que definam regras de exploração dos serviços público por agentes privados.
Coordenador do plano de governo, o economista Paulo Sandroni (FGV), adiantou que há setores que podem receber investimentos privados, como portos, aeroportos, estradas e silos para aumentar a competitividade de produtos brasileiros no exterior. "Se resolvermos o problema de frete e armazenagem, seremos imbatíveis na produção de grãos", declarou o economista.
Prudência – Marina foi ao Lide com seu candidato a vice, o empresário Guilherme Leal. No domingo passado, os dois foram confirmados como pré-candidatos do partido. Marina falou durante uns 30 minutos e respondeu à plateia sem entrar em polêmica.
A justificativa foi que seu plano de governo está em fase de construção.
A verde defendeu o "Estado mobilizador" e reiterou a necessidade de o País conciliar seu desenvolvimento sem esgotar os recursos naturais. "O Brasil é um potência ambiental e deve fazer jus à ela", pregou.
Na parte de perguntas, os empresários a questionaram sobre metas de crescimento, reformas estruturais , controle social da mídia e o MST.
Sobre a meta de crescimentos, Marina prometeu trabalhar no sentido de aumentar a riqueza nacional. Mas evitou entrar na área dos números, justificando que não é adepta do "achômetro".
Na questão das reformas, reiterou a tese de convocação de uma Constituinte exclusiva para votar as reformas tributária, política e trabalhista.
Em relação ao controle da mídia, se posicionou contra a censura ao meios de comunicação. Quanto ao MST, defendeu o acesso à terra e condenou o uso da violência. "A luta pela reforma agrária é justa, mas ninguém pode extrapolar o Estado de direito. Isso vale para sem-terra e para ruralistas".
Pesquisa – Marina Silva minimizou o resultado da pesquisa Sensus que foi divulgada ontem e que a colocou com 7,3% das intenções de votos. Conforme a pré-candidata, a campanha ainda está no início, portanto, os levantamentos são circunstanciais.
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