Por Sonaira San Pedro, enviada especial a Pequim
Fiquei quase sem fôlego quando vislumbrei a Grande Muralha sem-fim – dona de seus 2 mil anos de história – serpenteando as montanhas ao redor. E terminei de perdê-lo duas ou três horas mais tarde, depois de subir e descer degraus íngremes e inacabáveis que levavam a visões impressionantes da construção majestosa que se espalha por espantosos 6,7 mil quilômetros serra ao longe, desertos, colinas e planícies.
Fotos: Sonaira San Pedro |
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São 2 mil anos de história e espantosos
6,7 mil quilômetros. Reserve um
dia todo para desbravar
a fortificação. No trecho
de Mutianyu, arredores
da capital chinesa, há torres de observação e até teleféricos |
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A Grande Muralha é, talvez, a primeira imagem que vem à cabeça quando se pensa na China – mesmo que aquela história de que se pode ver a construção da lua seja balela, desmentida pela Nasa e até pelos astronautas chineses. Mas a lenda só mostra o quanto a primeira das sete maravilhas do mundo moderno se impõe sobre as montanhas.
Mirei em direção à Mongólia e pude imaginar os corajosos guerreiros de Gêngis Khan ultrapassando as Muralhas, há 800 anos. De volta ao presente, os únicos guerreiros que hoje cercam os muros chineses e atacam os turistas são os vendedores de todos os tipos de souvenir e os negociantes fantasiados de personagens da história local, e que cobram caro por uma simples foto.
Passeio – De Pequim, leva-se uma hora para se chegar às partes da Muralha que foram restauradas e estão abertas ao público.
Reserve um dia todo para desbravar a fortificação, por meio de passeios vendidos em quase todos os hotéis da capital chinesa – que custam, em média, RMB 350. Nos arredores de Pequim, escolha entre os trechos de Badaling, Mutianyu e Simatai para visitar.
Badaling é o mais concorrido e, lá, pode-se avistar a Muralha serpenteando a serra a perder de vista. Em Simatai, a construção foi parcialmente restaurada, o que permite uma vista mais realista da muralha original. Mutianyu coleciona torres de observação ao longo do caminho pela fortificação. Com teleféricos e carrinhos de rolimã para transportar turistas montanha acima e abaixo - antes ou depois de eles explorarem um dos símbolos mais antigos da China –, o lugar lembra até um moderno parque de diversões. |