Por Sonaira San Pedro, enviada especial a Pequim
Para quem adora sair carregando uma sacolinha de shopping center, Pequim é uma festa. E tem para todos os gostos. Além dos conhecidos mercados chineses de pirataria e todo tipo de produto falsificado, grifes internacionais começam a inaugurar suas lojas na cidade. Mercados de antiguidades, de seda, porcelana, novas lojas de departamentos, comércio de produtos eletroeletrônicos, butiques e vendedores de ruas se espalham pela capital chinesa.
Foto: Sonaira San Pedro |
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De vendedores de rua a lojas de grife, Pequim é o paraíso do consumo |
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Mas antes de fechar qualquer negócio, a regra é pechinchar. E isso vale principalmente em tempos de Olimpíada, quando os dígitos podem estar bem acima do normal.
A arte da barganha é tão chinesa como o costume de tomar chá e tenha certeza de que o primeiro preço oferecido pelo vendedor pode ser o dobro do valor real do produto. A dica: não se contente com a primeira redução de preço: peça mais barato por três, quatro, cinco vezes. E, se não conseguir o que quiser, vá embora. Porque, de repente, o vendedor lhe alcança no caminho, puxa-lhe pelo braço e aceita sua oferta.
Grife – O Silk Street Market, na saída do metrô Yong An Li, abriga diversos andares de bolsas, sapatos, roupas, eletrônicos, pinturas chinesas, relógios, porcelanas, pérolas e antiguidades. Se seu tempo para compras em Pequim for limitado, esse é o melhor lugar. A maioria dos produtos vendidos ali é o que os chineses chamam de "modelos inspirados em grifes famosas". Uma bela bolsa de couro de qualidade, com etiqueta Gucci ou Giorgio Armani, pode sair pelo equivalente a R$ 50, se você for bom de pechincha.
Na hora de negociar o preço, é bom avisar que você não é norte-americano ou europeu. Isso porque as etiquetas afixadas nos produtos são destinadas para esses turistas com moeda mais valorizada. Diga logo que é brasileiro e, além de receber um belo sorriso do vendedor que adora futebol, o preço vai cair mais rapidamente.
Sedas e porcelana – O tecido mais nobre da China, com quase 5 mil anos de história, é facilmente encontrado e também bastante concorrido no país. Os preços variam segundo a qualidade dos fios. Sedas de boa qualidade podem ser compradas na Yuan Long Silk Corporation (15 Yongding Men Dong Jie) e na Na-li (San Li Tun Beilu, Bairro Chaoyang).
Também tipicamente chinesa, a porcelana está presente em todos os mercados de luxo e de rua. As cores e o design se diversificam de acordo com os estilos produzidos, que variam com a inspiração da dinastia de cada período. Em tempo: o estilo de porcelana criado na Dinastia Ming (entre os anos 1368 a 1644) lembra muito as porcelanas francesas de Provença, com desenhos azuis e brancos. Foi bem nessa época que os chineses começaram a exportar a cerâmica para o Ocidente e os franceses resolveram imitar os orientais para baratear o produto. Ironicamente, alguns séculos depois, parece que os chineses resolveram dar o troco: cópias do famoso símbolo de consumo francês, as bolsas Louis Vuitton, podem ser encontradas nos mercados mais populares de Pequim. |