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24/08/08
Um Cielo, pouca prata, muito bronze
Das nove medalhas conquistadas pelos homens brasileiros em Pequim, a única de ouro foi a do nadador. Scheidt e o vôlei desceram um degrau em relação a Atenas.


Os Jogos de Pequim acabam com gosto de quero mais para os homens do Brasil. Esperava-se um recorde de medalhas de ouro, mas o nadador César Cielo foi o único a corresponder às expectativas - aliás, superou todas elas, com a vitória nos 50m livre e o terceiro lugar nos 100m livre, ao lado do americano Jason Lezak.

Foto:Stefano Rellandrini/Reuters
Os homens de Bernardinho não foram páreo para os Estados Unidos na decisão e encerraram um ciclo de oito anos de vitórias com um amargo segundo lugar. Para Londres, haverá grande renovação no time.

As três medalhas de prata conquistadas por homens vieram de onde saiu ouro em Atenas. A mais sofrida foi no vôlei, que não resistiu à força dos Estados Unidos e levou 3 a 1 na final, e o segundo lugar fechou de forma um pouco melancólica um ciclo de oito anos e dezenas de títulos sob o comando de Bernardinho. É certo que Gustavo e Anderson deixam a seleção, que pode perder outros craques - até o capitão Giba pensa em fazer as malas.

Na praia, Ricardo e Emanuel desceram dois degraus em relação a Atenas, do ouro para o bronze. Caíram nas semifinais para Márcio e Fábio Luiz, que perderam a final para os americanos Rogers e Dalhausser. No caso de Robert Scheit e Bruno Prada, a prata foi mais saborosa. Estreantes na Star, superaram um começo ruim e conquistaram o segundo lugar na última regata. Foi a quarta medalha olímpica de Scheidt.

Esq p/ dir: 1 - Prata: Em sua quarta Olimpíada, a primeira com Bruno Prada e na Star, Robert Scheidt mostrou superação. Foto:Pascal Lauener/Reuters 2 - Prata e bronze: Márcio e Fábio Luiz bateram Ricardo e Emanuel, mas caíram diante dos americanos na final. Foto:Sergio Moraes/Reuters 3 - Bronze: Ronaldinho teve sua segunda chance olímpica, mas ainda não foi desta vez que saiu o inédito ouro. Foto:Marcelo Barabani/AE
Esq p/ dir: 1 - Bronze: Judô seguiu tradição com Guilheiro e Camilo, mas ficou devendo. Foto:Marcelo Barabani/AE 2 - Ouro e bronze: o sorridente Cielo subiu duas vezes ao pódio olímpico. Foto:Caetano Barreira/AE

No futebol, o sonho do ouro inédito foi mais uma vez adiado. A derrota para a Argentina obrigou Ronaldinho Gaúcho e os demais comandados de Dunga a se contentar com o bronze. O mesmo bronze dos judocas Leandro Guilheiro e Tiago Camilo - que chegou como campeão mundial e favorito ao ouro. Assim como João Derly e Luciano Corrêa, que nem medalha conseguiram.