| PEQUIM - Espremidos entre 18 mil chineses, os torcedores brasileiros mal passavam de 100 no Ginásio da Capital. O jogo entre o time da casa e a seleção de Bernardinho, portanto, foi uma festa para poucos. Se até o sistema de som ajudava, tocando "Mamãe, eu quero" em bom português, a equipe verde-amarela ficou à vontade para frustrar a torcida. Sem esforço, o Brasil despachou a China com um tranqüilo 3 a 0 (parciais de 25/17, 25/15 e 25/16) e garantiu a vaga na semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Na quinta-feira, quando começa a próxima fase, a seleção brasileira enfrenta a Itália, que venceu a Polônia em um jogo emocionante. Na outra semifinal, a Rússia, que derrotou a Bulgária por 3 sets a 1, aguarda o seu adversário. Este sairá do confronto entre Estados Unidos e Sérvia, a ser realizado ainda nesta quarta-feira.
Anderson torce o tornozelo e dá lugar a Samuel
Na apresentação antes da partida, um brasileiro se destacava. Anderson era o único de agasalho, sem o uniforme de jogo. Durante um treino, o oposto torceu o tornozelo direito ao pisar no pé do meio-de-rede Rodrigão. A opção de Bernardinho foi por Samuel, estreante em Jogos Olímpicos.
Empurrados pela torcida, os chineses começaram animados. E conseguiram surpreender o Brasil até o primeiro tempo técnico. Com muita velocidade nas bolas de meio, o time da casa não deixava o adversário abrir vantagem. Uma bomba de Dante no saque, contudo, embalou a equipe brasileira. Giba chegou a fazer um bloqueio sozinho no centro da rede, e os chineses começaram a sentir o golpe. Nervosos, cometiam erros bobos, como dois toques e bolas para fora. Na reta final do set, Samuel entrou em quadra e não decepcionou: foi dele o ponto que fechou a parcial em 25 a 17.
Torcida chinesa vê o passeio do Brasil em quadra
A China voltou a fazer jogo duro no começou do segundo set. A rapidez nos ataques e a boa defesa, características da escola asiática, rendiam um bom volume de jogo. Para a tristeza da torcida, no entanto, o Brasil não demorou muito para acabar com a festa. Líder das estatísticas no bloqueio em Pequim, Gustavo caprichou no fundamento e ajudou a equipe a abrir 10 pontos. Uma invasão do levantador Marcelinho ainda deu gás aos chineses. A torcida voltou a gritar, mas não adiantou. Com 24 a 15, Bernardinho voltou a colocar Bruninho e Samuel. Desta vez, contudo, foi Giba que calou o ginásio ao fechar o set em 25 a 15.
Diferente das parciais anteriores, o Brasil abriu 4 a 0 no terceiro set. Forçando o saque, principalmente com Dante e Giba, a seleção manteve a frente do placar. Após o primeiro tempo técnico, a China apertou e voltou a empolgar a arquibancada. Neste momento, os brasileiros tiveram uma certa desatenção no bloqueio. Com 13 a 7 no placar, Bernardinho tirou André Heller e colocou Rodrigão para dar ritmo ao meio-de-rede. O Brasil retomou o entrosamento no sistema tático e logo deixou a China para trás. Com 20 a 11, Bruninho e Samuel novamente entraram em quadra. Sem pressão, finalizaram a partida em 25 a 16.
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