Renato Araújo, técnico de Diego Hypólito, não poupou o pupilo em Pequim: “O pior de tudo é voltar para o Brasil e ser chamado de ‘amarelão’.
Fotos Jonne Roriz/AE |
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O jogo com a Itália tinha cara de final antecipada, mas o Brasil atropelou: 3 a 0, com um
show de bloqueios. |
O Diego vai ter de agüentar isso.” É assim que Renato prevê a recepção ao ginasta no retorno ao Brasil, depois da queda no último movimento da apresentação na final olímpica do solo. O erro custou um desconto de oito décimos e deixou Diego, que era candidato ao ouro, em sexto lugar, com a nota 15,200.
O técnico está inconsolável: “A única vez que o Diego errou daquele jeito foi em 2002, na Ucrânia, em sua primeira competição internacional.” O ginasta, em meio a lágrimas, concorda: “Nunca erro esse movimento. Não acreditei que tinha caído. Peço desculpas a todos.”
Renato lembra que, dois dias antes da final, Diego treinou de forma espetacular e, no meio da série decisiva, chegou a sorrir: “Ele só faz isso quando está muito bem. Vou ter de ver na tevê mais umas quinhentas vezes para descobrir o que foi feito para dar errado.” O técnico aposta que Diego vai demorar a se recuperar: “O mundo caiu para nós dois. Não sei como ele estará daqui a quatro anos. Não sei se terá vontade de repetir os treinamentos.”
A chefe da equipe brasileira em Pequim, Eliane Martins, não tem dúvida de que Diego prosseguirá: “Foi apenas a primeira Olimpíada dele”. Eliane destaca a presença de três atletas em finais (Diego, Daiane dos Santos e Jade Barbosa) e a sétima colocação da equipe, mas não esconde a frustração pelo fato de Diego não ter subido ao pódio. E agora que Daiane anunciou a despedida, Jade terá de assumir a liderança da ginástica brasileira.

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