O Brasil inicia hoje, às 7 horas, em Xangai, e amanhã, às 10 horas, em Pequim (horários de Brasília), uma arrancada inédita para a disputa da medalha de ouro no futebol. Para chegar na final, a equipe de Marta precisa superar a forte Alemanha e o time de Ronaldinho Gaúcho terá de passar por um conhecido inimigo: a Argentina.
A proposta da Seleção de Dunga de valorizar a posse de bola, apesar da pouca objetividade, vem dando certo até agora. Foram quatro vitórias em quatro jogos. Mas como os argentinos gostam de marcar a saída de bola e de atacar muito, será um teste interessante para o esquema do treinador.
Dunga alega que fez essa opção em razão do forte calor e do estado ruim dos gramados, que impedem o jogo de fluir com mais qualidade. Além disso, segundo o técnico, ninguém joga aberto contra o Brasil. Só que, acima de tudo, há a intenção de não correr riscos. Pela sua forma de atuar, a seleção não tem escapado das vaias, que não incomodam o técnico. "Quando jogarem abertos contra o Brasil, vamos jogar bonito", rebate.
O desafio está colocado, já que a Argentina não se fecha lá atrás e gosta de atacar. Outra característica é que eles marcam sob pressão. Resta saber como será a reação brasileira.
Dunga pode mudar o estilo de jogo do time, embora não tenha dado indícios de que fará isso. Para o volante Anderson, os argentinos não vão atacar como estão falando. E o motivo para ele é muito simples. "Como todas seleções, a Argentina tem medo do Brasil".
Argentina - A opinião de Anderson não abala a confiança dos argentinos, que não têm dúvidas de que podem vencer. Mesmo assim, o ex-volante do Corinthians, Mascherano, alerta de que "não podemos cometer nenhum erro, por que poderemos pagar caro." O volante, atualmente no Liverpool, esteve em campo na derrota da Argentina para o Brasil, por 3 a 0, na Copa América do ano passado. Acha, porém, que amanhã a história será diferete. "Mudamos muito".
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Ronaldinho Gaúcho - Quem já não tinha sossego em campo, e agora também fora dele, é Ronaldinho Gaúcho. Ontem, ao ir almoçar no restaurante da Vila Olímpica, não conseguiu preparar o seu prato. Atletas de vários países que estavam na fila, assim que o reconheceram, não paravam de puxar conversa e de pedir autógrafos. Resultado, a fila parou. O jeito foi levá-lo a um canto do refeitório, enquanto preparavam o seu prato.
O assédio irrita Dunga, que "fechou a cara" já na chegada do time no aeroporto de Pequim, quando voluntários deixaram seus afazeres para se aproximar do brasileiro, que convive tranquilamente com a agitação e até se diverte.
Já o desafio de Marta e companhia será ultrapassar uma barreira chamada Nadine Angerer, goleira da Alemanha que está há 930 minutos sem tomar um gol. Contra o Brasil foram até agora 180 minutos. (AE) |