Por Luiz Octavio Lima

Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood foi criada no dia 11 de janeiro de 1927 pelos big bosses dos estúdios, sob a liderança de Louis B. Mayer, presidente da Metro. A primeira cerimônia de premiação data de 1929, no Hotel Roosevelt de Los Angeles, sob o comando do astro Douglas Fairbanks. Hoje, o show é no Kodak Theater, ainda em Los Angeles. O critério de seleção (nos primeiros tempos restrito à decisão dos magnatas), envolve agora cerca de 4 mil pessoas. A Price Waterhouse, empresa de consultoria e estatística, organiza a eleição na qual cada integrante da Academia vota em candidatos de sua própria especialidade (fotógrafos escolhem fotógrafos; atores, atores etc). Em uma segunda fase, são apontados os cinco preferidos em cada categoria e é feita nova votação, agora, com a Academia completa. O sigilo é absoluto e jamais foi quebrado, juram os acadêmicos.

Divertido almanaque do Oscar
Atriz mais premiada, Katharine Hepburn: 4 vezes (1933, 1967, 1968 e 1981).
Atriz mais indicada, Meryl Streep: 14 vezes. Venceu 2: coadjuvante em Kramer vs. Kramer/ 1980); principal em A Escolha de Sofia/1983).
Ator mais indicado, Jack Nicholson: 12. Premiado 2: Um Estranho no Ninho/1976; Melhor É Impossível/1998.
Campeão absoluto de indicações (48), desde 1968: John Williams, compositor das trilhas de Tubarão, Star Wars, ET e Harry Potter, entre outras. Venceu 5. Star Wars entre elas.
Maior perdedor, Richard Burton: indicado sete vezes, nunca recebeu a estatueta.
Por 45 anos, Ben-Hur (1959) foi o filme mais premiado pela Academia: levou 11. Sua marca foi igualada por O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (2004). A trilogia totalizou 17 prêmios.
Campeão de indicações, A Malvada (All About Eve), de 1950, com Bette Davis:14 categorias. Venceu 6.
Frustração: dois filmes se tornaram famosos por chegar à festa do Oscar com um alto número de indicações (11, ambos) e sair sem um só prêmio: Momento de Decisão (1977) e A Cor Púrpura (1985).
Greer Garson, melhor atriz na festa de 1943, por A Rosa de Esperança (Mrs. Miniver), falou por mais de 20 minutos, no discurso de agradecimento mais longo da história do Oscar.
Em 1971, John Wayne ganhou o prêmio de melhor ator no filme Bravura Indômita
(True Grit), cujo personagem usava um tapa-olho. "Deveria tê-lo usado há mais tempo", comentou o ator.
Meryl Streep, Ben-Hur e John Wayne