A
MISSÃO DE YUGO MABE
Yugo Mabe: “O importante é que
neste ano do Centenário também houve interesse
de empresas japonesas em participar do projeto”
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Homenagem aos imigrantes
que retribuiram o sorriso eo carinho ca cidade de São
Paulo
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O diretor do Instituto Manabu
Mabe, Yugo Mabe, dedica todo o seu tempo para realizar
um sonho que o pai, o artista e imigrante Manabu Mabe (1924-1997),
não pôde concretizar em vida. Há mais
de dois anos, Yugo trabalha para abrir um museu que dê espaço
para a arte dos nipo-brasileiros e orientais: “Ele
falava em um museu internacional e, embora tenha deixado
uma coleção extensa de obras de arte, queremos
abrir espaço para outros artistas em exposições
de arte temporárias”. Esta missão pessoal
uniu-se a outro objetivo nobre, o de restaurar um prédio
de 1911, tombado pelo Patrimônio Histórico e
Cultural, que no passado abrigou a Escola Estadual de 1º Grau
Campos Salles. O prédio foi cedido ao Instituto Manabu
Mabe pelo governo do Estado. O desafio estava lançado,
já que o prédio de estilo eclético Liberty,
projetado pelo arquiteto italiano Giovanni Batista Bianchi,
havia passado por depredações e invasões
até que um incêndio, em 1992, o destruiu por
completo.
Com patrocínio pela lei de incentivo à cultura
Rouanet de R$ 3 milhões das empresas Nossa Caixa,
Standard Bank, CESP (Companhia Energética de São
Paulo) e ABC Brasil (Arab Banking Corporation), Yugo deu
início às obras para devolver ao prédio
a estrutura, começando pela cobertura, em 2006. Até o
final deste mês, a previsão é que a fachada
esteja pintada. O objetivo de Yugo é abrir o prédio
ao público para uma mostra audiovisual de arte nipo-brasileira.
A proposta é que o museu seja um importante ponto
turístico no bairro e, ao mesmo tempo, mantenha a
função que teve no século passado: a
de educar pessoas, já que terá bibliotecas
e oferecerá cursos.
A missão de Yugo, no entanto, ganhou fôlego
no mês passado, quando o Ministério do Turismo
anunciou a liberação de recursos da ordem de
R$ 3,5 milhões para as obras. A liberação
foi o resultado de uma emenda do deputado Walter Ihoshi (DEM-SP). “Parte
dos recursos serão liberados em breve e, primeiro,
passarão pelas mãos dos governos estadual e
municipal para chegar ao Instituto”, disse. Ao todo,
o projeto de restauro e construção do museu
está orçado em R$ 10 milhões e deve
ficar pronto em 2009. “O importante é que neste
ano do Centenário também houve interesse de
empresas japonesas em participar do projeto, como a Yakult,
a Koga Koga Autopeças e a Construtora Aoki”,
afirmou.
A reforma ampliará o prédio dos atuais 1.500
m2 para 2.500 m2. No final, as antigas doze salas de aulas
se tornarão espaços para exibição
de obras do acervo do Instituto Manabu Mabe, e também
receberão exposições de arte temporárias.
Isso porque o porão do prédio será ampliado
em cerca de um metro para se transformar num subsolo que
abrigará salas administrativas, ateliê de restauro
e reserva técnica. Nos fundos do terreno, está prevista
a construção de um prédio anexo, que
contará com auditório multimídia com
capacidade para 200 pessoas. (RT)
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