São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

/ Vida e Estilo

Quanto mais "jovens", mais lucro
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Quanto mais jovens os empregados se sentem, mais eficientes eles são para a empresa - e isso não tem nada a ver com o ano em que eles nasceram

Reza a lenda que juventude é um estado de espírito. Essa máxima parece ser verdade, ao menos, dentro do universo de recursos humanos. O estado de espírito dos funcionários importa - e muito - no resultado da empresa.

O último estudo dos pesquisadores Florian Kunze, Anneloes Raes e Heike Bruch dão sinais claros disso. A pesquisa incluiu 15.164 funcionários em 107 empresas alemãs dos mais diferentes setores da indústria. Também foram pesquisadas as práticas de recursos humanos o desempenho geral dessa empresas.

Sentir-se jovem está associado a vitalidade e produtividade. A pesquisa concluiu que quanto mais jovens os funcionários se sentem, maior o empenho deles em atingir metas e adotar visões de longo prazo. Ao viver uma juventude subjetiva, mesmo com a maturidade, eles continuam buscando oportunidades de promoção e de crescimento dentro da empresa - o que garante um ambiente dínâmico e lucrativo.

Ainda que seja um assunto tão particular, os pesquisadores garantem que é possível estimular a juventude subjetiva dos funcionários.

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O primeiro passo é abolir os estereótipos. Políticas de recursos humanos que separam os funcionários por idade tendem a relembrar os mais velhos que eles fazem parte de um grupo com diferentes intenções dentro da companhia. Treinamentos e benefícios devem estar disponíveis a todos, independente da idade.

O significado do trabalho que eles executam também tem peso. Quanto maior a relevância dos serviços executados, maior é satisfação do funcionário - e menor é a idade subjetiva dele. Sentir-se importante dentro da companhia é um bálsamo da juventude - e reforça o dinamismo do ambiente.

DIFERENÇAS CULTURAIS

Na Alemanha, segundo a pesquisa, os funcionários mais jovens, com menos de 25 anos, em geral, se sentem ligeiramente mais velhos do que a idade cronológica. Mas eles são os únicos: o restante da amostra demonstrou sentir-se,em média, quatro anos mais jovens do que são.

Estudos anteriores revelaram que a distância entre a idade real e a subjetiva varia drasticamente de um país para outro. Na Inglaterra, por exemplo, os funcionários chegam a se sentir 10 anos mais jovens do que são. Já na China, essa diferença cai para 10 meses.



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