Tecnologia

Vendas de tablet caem 8% no 2º trimestre


Ao todo foram vendidos 790 mil aparelhos contra 860 mil em 2016. Fabricantes reagem com preços promocionais e diversificação de produtos.


  Por Estadão Conteúdo 18 de Setembro de 2017 às 14:06

  | Agência de notícias do Grupo Estado


As vendas de tablets no Brasil caíram 8% no segundo trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano passado. Ao todo foram vendidos 790 mil aparelhos contra 860 mil em 2016. A receita com a comercialização de tablets foi de R$ 400 milhões, recuo de 11%, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 18, pela consultoria IDC Brasil, que acompanha os mercados de tecnologia da informação e telecomunicações.

Segundo a consultoria, esse movimento já era esperado. "Temos observado um comportamento agressivo dos fabricantes, com preços promocionais e brindes para frear a queda. Além disso, notamos que as empresas estão diversificando os produtos para gerar mais demanda", diz Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil.

"O mercado de tablets para o público infantil é bastante forte, mas produtos voltados para o idoso, por exemplo, estão entrando agora no radar", afirma La Falce.

A IDC destaca também a alteração do preço médio no período. Em comparação com o primeiro trimestre de 2017, o valor médio dos aparelhos teve alta de 6%, passando de R$ 477, de janeiro a março, para R$ 505, de abril a junho.

Na comparação ano a ano, houve crescimento de 14%, já que o tíquete médio no segundo trimestre de 2016 foi de R$ 443.

"Os aparelhos de melhor qualidade tiveram mais espaço no período. O setor está empenhado em mostrar que os tablets não são apenas para entretenimento e sim para educação, trabalho e para consumo de conteúdo em geral", disse o analista.

Para a IDC, até o fim de 2017 devem ser comercializados 3,75 milhões de tablets, o que consolida o recuo de 6% nas vendas ante 2016, quando 4 milhões foram vendidos.

"A receita total de 2017 deve fechar o ano em R$ 1,967 bilhão. O que representa uma retração de 6% na comparação com os números do último ano", afirma La Falce.