São Paulo, 25 de Setembro de 2016

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Estratégia: siga os passos das líderes rumo ao digital
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Sete recomendações de empresas que migraram com êxito para o mundo virtual

Não há opção: qualquer empresa tem de se transformar em um negócio digital, seja um prestador de serviços, um fornecedor de outras empresas ou, lógico, um varejista.  No entanto, para fazer essa mudança funcionar, de fato, não basta criar um site com visual atraente. É necessário mexer em cada aspecto da organização: estrutura, processos, sistemas e incentivos. Depois de estudar dezenas de casos, a McKinsey, uma das consultorias mais renomadas do mundo, descobriu quais são as sete características das empresas que transitam com êxito para o mundo virtual. Faça como elas.

TENHA AMBIÇÕES RAZOÁVEIS 

O objetivo não é fazer uma mudança burocrática, e sim transformar a empresa. Ser “pouco razoável” significa pensar em uma alternativa que crie de fato valor, e não em um canal a mais para as atividades. Estabeleça metas baseadas na sua visão. Se for muito fácil atingi-las, provavelmente você não está pensando “fora da caixa”.  Inspire-se em grandes empresas. A Netflix, por exemplo, tocava um bem-sucedido negócio de aluguel de DVDs, mas, não satisfeitos, seus dirigentes visualizaram que o futuro do setor estaria em vídeos on-line e posicionaram rapidamente a empresa na liderança do entretenimento em tempo real. Outro exemplo é o da grife britânica Burberry, que, fundada em 1856, soube dar uma revirada em 2006, criando um site em que consumidores posam de modelos, expandindo seu catálogo de produtos on-line e colocando uma série de ferramentas digitais nas lojas, como etiquetas que enviam as informações dos produtos por radiofrequência. Em três anos, as vendas da Burberry triplicaram.

BUSQUE REFORÇOS INUSITADOS 

As habilidades necessárias para uma transformação digital não costumam estar reunidas todas na sua empresa. Pense em atrair novos talentos ou fazer parcerias não apenas no seu setor, mas também em outras áreas de negócio. O importante é observar quem é bom em administração de produtos, serviços e processos no mundo virtual, e não necessariamente quem conhece bem os detalhes do seu ramo de atividade. Contratar e se aliar com gente de fora também vai ajudar a mudar a cultura da sua empresa, imprescindível numa transformação de verdade dos negócios. Por exemplo, no caso da tradicional marca de roupas de luxo Burberry, mencionado anteriormente, a CEO, Angela Ahrendts, recentemente foi chamada para trabalhar na Apple, com o objetivo de comandar os negócios on-line e de varejo.

ESTIMULE DIFERTENTEMENTE AS NOVAS EXPERIÊNCIAS 

Não é preciso fazer como grandes empresas, que criam incubadoras à parte para desenvolver sua estratégia digital, mas, ao menos, é possível criar um ambiente especial para quem está envolvido com novas ideias, de forma a estimular o pensamento “fora da caixa”.  Quem está envolvido apenas com os negócios tradicionais pode receber incentivos para colaborar com a transformação para o universo on-line, pois o objetivo final é integrar os canais analógico e digital.

DESAFIE TUDO 

Olhe cada atividade e pergunte por que é realizada de determina forma. Dá para mudar considerando as possibilidades que a Internet e outras tecnologias oferecem? De que forma? Qual serão as vantagens? Examine tudo – de aspectos voltados ao consumidor a sistemas e processos administrativos –, passando por todas as fases da cadeia produtiva.

SEJA RÁPIDO E BEM INFORMADO 

É bem mais fácil para negócios menores ganhar agilidade do que para grandes empresas. Então, use de fato essa vantagem potencial. Melhoras contínuas exigem experimentações contínuas, versões beta de produtos logo colocadas no ar e um sistema que reúna todas as informações possíveis acessíveis ao maior número de pessoas – há ferramentas on-line baratas ou gratuitas para junção e análise de dados. Para isso, obviamente, você tem de ter um time de primeira, em que confie.  

NÃO PENSE SÓ NAS VENDAS 

Muitos empreendedores acham que investimentos digitais referem-se apenas a soluções voltadas ao consumidor. Não é verdade. Muitas vezes, é possível criar ainda mais valor a partir de mudanças nas funções administrativas e operacionais. Pense, por exemplo, na Starbucks, empresa varejista de cafeterias que é uma das líderes mundiais em inovações relacionadas ao consumidor, pois apenas 35 dos 100 projetos de tecnologia que a empresa desenvolveu em 2013 foram voltados aos consumidores e parceiros. Um terço dos projetos foi direcionado a melhorar a eficiência e produtividade e o outro terço, para segurança.

SEJA OBCECADO POR SEU CLIENTE 

Tudo bem que nem só nas vendas está a transformação digital, mas a preocupação com o cliente tem de estar sempre na lista das prioridades. Quaisquer erros ou experiências ruins do consumidor com canais digitais precisam ser logo resolvidos. Afinal, pesquisas mostram que 9 em cada 10 consumidores preferem procurar outro fornecedor após uma compra em que, por qualquer motivo, não ficam satisfeitos. Por outro lado, a oportunidade está em outra estatística: 9 em cada 10 consumidores também estão dispostos a pagar mais por uma experiência melhor de compra. É recomendável estabelecer processos que ajudem a sua empresa a aprender com cada interação – positiva ou negativa – com os clientes.

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O Poder do Digital, por David Aaker



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