Tecnologia

Em 2015, cai o número de microcomputadores nos domícilios


Redução de 3,4% foi a primeira em 7 anos, de acordo com a Pnad/IBGE. A substituição por celulares e smartphones é um dos principais motivos


  Por Agência Brasil 25 de Novembro de 2016 às 11:59

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


Em 2015, o número de domicílios brasileiros que possuíam microcomputador caiu pela primeira vez desde 2008, segundo dados da "Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad) 2015", divulgada hoje (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A redução foi de 3,4% em relação ao ano anterior, sendo que esta foi a primeira queda desde 2008. Dos 31,4 milhões de domicílios com computador em 2015, 27,5 milhões de unidades domiciliares tinham computador com acesso à internet.

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As proporções de domicílios com microcomputador (46,2%) e microcomputador com acesso à internet (40,5%) também caíram 2,3 e 1,6 pontos percentuais, respectivamente, na comparação com 2014.

Quando o computador da casa da professora de inglês carioca Marilene dos Santos, 41, quebrou, ela decidiu que não valia a pena comprar outro.

“Já quase não usávamos. Acho que quebrou por falta de uso. Tudo o que fazia nele, agora faço no meu celular de onde quiser. Acho que a tendência é esse bem deixar de existir”, disse ela.

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O Norte e o Nordeste apresentaram as menores proporções de domicílios com microcomputador (26,7% e 30,3%, respectivamente).

Em relação a 2014, os domicílios com algum tipo de telefone praticamente não variaram (93,3%), enquanto os lares com celular cresceram 1,7 ponto percentual chegando 39,5 milhões de residências (58%). Esse aumento foi maior nas regiões Norte (74,7%) e Nordeste (72,8%).

Em 2015, cerca de 139 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham celular, um crescimento de 1,8% (2,5 milhões de novos celulares).

A faixa de pessoas com posse de telefone móvel celular, que em 2014 era de 77,9%, passou a 78,3% do total. A região Sudeste teve maior crescimento em números absolutos (1,4 milhão de pessoas).

Em termos relativos, o Centro-Oeste obteve o maior crescimento (3%), seguido do Sudeste (2,2%), Sul (1,9%), Norte (1,3%) e Nordeste (0,8%) .

INTERNET EM ALTA

O acesso à internet cresceu 7,1% em 2015 e aproximadamente 102 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade acessaram a rede. A proporção de internautas passou de 54,4% para 57,5% da população entre 2014 e 2015.

O crescimento ocorreu em todas as regiões, mas foi maior no Centro-Oeste (8,7%), no Nordeste (8,4%) e no Sudeste (6,8%). O maior contingente de internautas (65,1%) estava no Sudeste, seguido do Sul (61,1%), Centro-Oeste (64%), Norte (46,2%) e Nordeste (45,1%).

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Os adolescentes foram os que mais acessaram a internet, sobretudo, os de idade entre 15 e 17 anos e de 18 ou 19 anos (82% e 82,9% do total de usuários).

Entretanto, na comparação com 2014, os maiores aumentos de usuários foram observados nos grupos de 40 a 49 anos de idade e de 50 anos ou mais (13,9% e 20,1%,respectivamente).

NÚMERO DE MÁQUINAS DE LAVAR CONTINIUA CRESCENDO

Ainda de acordo com o IBGE, o número de domicílios brasileiros com máquina de lavar roupa aumentou 5,7% em 2015 na comparação com 2014. Cerca 61% dos 68 milhões de lares estimados no país tinham esse bem durável.

As regiões Norte (39,5%) e Nordeste (30,7%) ficaram abaixo da proporção média do Brasil relativamente à posse do bem. Já fogão (98,8%), geladeira (97,8%) e televisão (97,1%) estavam presentes em quase a totalidade das moradias do país.

Foto: Thinkstock