3 dicas do Google para vender pelo celular


Veja como usar o m-ecommerce para não ficar fora de um mercado que deve crescer 15% neste ano


  Por Karina Lignelli 03 de Agosto de 2015 às 14:00

  | Repórter lignelli@dcomercio.com.br


A venda por dispositivos móveis como smartphones e tablets já é uma realidade. Chamada de m-commerce – versão reduzida de mobile commerce, do inglês, comércio móvel – a modalidade faz parte da rotina de consumidores em todo o mundo e, por aqui, não é diferente.

Dados do 31º Relatório Webshoppers 2014, elaborado pela consultoria E-bit, sinalizam que até o final do ano, os celulares e tablets serão utilizados para fazer, pelo menos,15% de todas as compras virtuais no país.

Em janeiro de 2015, essa modalidade já representava 9,7% do comércio eletrônico – 8,9 pontos percentuais acima da fatia de 0,8% registrada em 2012.

A comScore, empresa de auditoria e análise do mercado na internet, sinaliza que surge, em média, um milhão de novos consumidores do m-commerce a cada mês.

De 37 milhões de compradores em julho de 2014, o número de usuários dispostos a fazer suas compras por celular ou tablet passou para 55 milhões de usuários únicos. 

Tema recorrente durante o Fórum E-Commerce Brasil 2015, realizado nesta semana na capital paulista, o m-commerce já abandonou o status de tendência e passou a ser considerada uma realidade do varejo nacional.  

LEIA MAIS: As novas táticas do comércio eletrônico para segurar clientes

O fato é que hoje dá para resolver quase tudo pelo celular – seja ganhando cinco minutos com a ajuda do Waze, pegando um taxi pelos aplicativos, ao pagar uma conta, pesquisar lojas e comprar produtos.

As pesquisas continuam a confirmar: um consumidor acessa 150 vezes por dia o celular, e navega, no mínimo, 162 minutos diários no dispositivo. Exatamente por isso, as vendas por esse canal não são descartáveis, segundo Claudia Sciamma, diretora de varejo do Google Brasil.

Por isso, as empresas precisam correr se quiserem se adaptar para atender às necessidades deste consumidor que faz suas compras a qualquer hora e de qualquer lugar. "Não é mais hora de pensar ‘por que’, mas ‘como’ fazer mobile”, afirma Claudia.

A seguir, saiba como aproveitar melhor esse mercado segundo o Google: 

O celular não é um computador de mão e, por isso, sua loja virtual para dispositivos móveis não deve ser tratada como uma extensão do seu website. A experiência do consumidor é ainda mais central quando o assunto é vendas pelo celular. Invista em um site totalmente adaptado, e com isso traga novos clientes para sua loja.

O passo adiante é apostar em um aplicativo, com funcionalidades exclusivas para encher os olhos dos seus clientes mais frequentes. Um canal não é extensão do outro, mas devem ser harmônicos e funcionar conjuntamente.

Será que você se comunica da melhor forma com o seu cliente? Essa é uma pergunta que deve martelar na cabeça do comerciante todos os dias. A sugestão do Google é manter em dia a avaliação das quatro principais pontos de contato da empresa com o cliente. 

Seja visto – Ser conhecido pelo seu público é o primeiro passo para criar um laço de confiança. Busque estar visível para o maior número possível de clientes com aderência ao seu produto.

Pense – Uma vez já contatados, você precisa fazer com o cliente volte à sua loja no próximo momento de compra. Pense em formas de manter esse contato ativo, de modo que ele esteja sempre ciente que pode contar com sua loja quando precisar. 

Faça – Por mais bonito que seja, um canal de vendas para dispositivos móveis perde toda o seu encanto quando a navegação é complicada demais. Ofereça meios simples e objetivos para busca de produtos e finalização de operações.

Cuide – Com o crescimento de lojas virtuais, a lealdade com o seu cliente pode ser decisiva na hora de escolher onde fará suas compras. Evite as pegadinhas e seja claro em todas as informações ofertadas ao usuário.

“Não invisto em mobile porque não converte.” A frase é comum no mercado, segundo Claudia Sciamma. Mesmo que 20% da mídia consumida hoje na internet seja via dispositivos móveis, o gasto direcionado a esse tipo de publicidade é de apenas 4%. Para mudar isso, é preciso identificar quais são os reais indicadores da sua operação, ou seja, as métricas.

CLAUDIA SCIAMMA, DO GOOGLE: SEM INVESTIR, A VENDA NÃO ACONTECE/FOTO: DIVULGAÇÃO

Considerar apenas o último clique no comando de compra é um equívoco. Sua venda depende de ações que o mercado chama de cross device, ou seja, a capacidade do cliente de começar o seu contato com a empresa por um canal e encerrar a compra por outro. 

Vendas por telefone, download de aplicativos e vendas influenciadas por outros canais devem ser contabilizados como métrica de sucesso, uma vez que os celulares e tablets são fontes significativas de tráfego e informação. 

Um exemplo muito simples garante a validade desse conceito. No Brasil, um terço dos consumidores procuram a localidade de uma loja pelo celular. Ou seja, a conversão não foi feita diretamente neste canal, mas foi o dispositivo móvel que levou o cliente até a loja física onde o contato com a empresa se converteu em venda. 

“Medir cada microconversão no mobile ajuda a trazer valor para o negócio. Quem não investir, não verá a venda acontecer”, afirma.

ARTE: William Chaussé

IMAGEM: Thinkstock