São Paulo, 08 de Dezembro de 2016

/ Sustentabilidade

Associação Comercial mapeia o impacto da falta de água na capital
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Aumento de custos, redução de jornada e fechamento de estabelecimentos já são hipóteses consideradas pelos comerciantes, como apurou levantamento da ACSP

A crise hídrica que afeta a região Sudeste já causa danos às empresas de serviços e comércio em São Paulo. Um levantamento feito pela  Associação Comercial de São Paulo, que entrevistou 438 empresários de micro e pequeno porte, apontou que mesmo sem racionamento formal, 35% deles estão sendo muito prejudicados pela falta de água.

Para Marcel Domingues Solimeo, economista-chefe da ACSP, esses números são importantes, pois confirmam que a situação precisa ser esclarecida. “Com uma projeção mais realista da situação, o governo precisa divulgar quais medidas serão adotadas a curto, médio e longo prazo para que os comerciantes possam se preparar”, diz.

Mais de um terço dos entrevistados apontaram aumento de custos e impactos negativos sobre o faturamento em decorrência da falta de água durante alguns períodos. Demissões, possível mudança de cidade e redução do horário de funcionamento são algumas das possibilidades citadas.

De forma geral, 14% dos participantes já demitiram funcionários e 42% pensam em demitir, caso a crise persista. A possibilidade de mudar de cidade é considerada por 26% e outros 19% cogitam encerrar as suas atividades.

Na divisão por regiões, a zona sul aparece como maior prejudicada. Praticamente a metade dos estabelecimentos foi muito prejudicado. Numa comparação, a região central registrou 14% na mesma situação. Bairros comoTatuapé e São Miguel Paulista, na zona leste, e Ipiranga, na zona sul, apresentaram 36%, 41% e 30%, respectivamente, em relação a queda de faturamento.  

Aumentos adicionais de custos é outra consequência. Em Pinheiros, na zona oeste, 55% dos estabelecimentos adotaram a medida.

A falta de água também já prejudica o faturamento e encarece as operações de cerca de 60% dos restaurantes, bares e lanchonetes, padarias, postos de gasolina, mercados e salões de beleza. Essas atividades aparecem como as mais afetados.

Aproximadamente 55% dos restaurantes, 64% dos bares e lanchonetes e 64% das padarias devem reduzir seus horários de funcionamento. Os escritórios de contabilidade e advocacia surgem como os menos afetados. Apenas 3% deles estão sendo muito prejudicados.

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O número de comerciantes que cogitam demitir parte dos funcionários, caso a situação se agrave é elevado. É o caso de restaurantes (65%), bares e lanchonetes (80%), padarias (64%) e mercados (47%).  Mudar de cidade é uma possibilidade para 50% das escolas e 42% dos mercados. O índice de comerciantes que pensam em fechar seus estabelecimentos é homogêneo entre os segmentos, na faixa de 20% a 30%. 

 



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