São Paulo, 29 de Setembro de 2016

/ Sustentabilidade

15 dicas para economizar água (de verdade)
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Vale tudo: posição certa para os aquecedores, bombas de água e até o reaproveitamento da chuva; veja como evitar o desperdício

Você já deve ter lido muitas recomendações sobre como poupar água diante da maior crise de abastecimento que já se abateu sobre a Capital e todo Sudeste do país. Com perspectivas sérias de se agravar muito caso a falta de chuvas persista ao longo da estiagem de inverno, Marcelo Morgado, coordenador do NESA (Núcleo de Estudos Socioambientais), da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), preparou 15 dicas menos convencionais para estimular a criatividade dos comerciantes para o uso racional da água. 

Pesquisar vazamentos é a 1ª medida a ser tomada.  Não adianta montar um belo projeto para poupar água se há grandes perdas por avarias na rede hidráulica e equipamentos. No site da Sabesp há explicações para se detectar vazamentos, de forma simples.

Monitorar o consumo e comparar com valores de referência para cada tipo de negócio. Assim você sabe quão distante está dos melhores desempenhos. 

Realizar campanhas para mobilização da equipe é algo que faz a diferença. A empresa pode ainda ratear uma parte do bônus que a Sabesp oferece com os funcionários, como estímulo à economia. 

O sabão e sabonete em cozinhas e banheiros e a forma de dispensá-lo merece atenção especial. Os sabonetes em barra acabam deixando restos em pias e saboneteiras exigindo mais água para sua remoção, enquanto os produtos na forma de espuma são mais facilmente removidos pela água.

Dispor varais ou cabideiros em hotéis e pousadas para evitar a lavagem diária de toalhas. Toalhas iguais e invariavelmente brancas também simbolizam desperdício. Em quartos coletivos não há como várias pessoas identificarem suas respectivas toalhas.

As pessoas deixam os chuveiros abertos até que chegue a água quente e, por isso, se gasta muita água para chegar até a temperatura desejada. Diminuir as longas distâncias entre o aquecedor central e os pontos de uso, e isolar a linha de água quente ajuda. Fornecer a água quente em temperatura próxima a de uso evita muito consumo de água fria para se abater uma altíssima temperatura.

O desequilíbrio de pressão hidráulica em uma rede com muitos pontos de consumo provoca instabilidade e perturbações no fluxo. A solução mais simples é ter uma pequena bomba, mantendo a água em circulação entre o tanque de água quente e a tubulação principal. 


Prefira lavar pátios e pisos utilizando máquinas lavadoras com escovas rotativas e providas de sistema de vácuo que suga e reutiliza a água. Vale lembrar que o uso de pisos mais lisos, antiaderentes e prontamente laváveis ou que possam ser limpos com pano e produtos que não exigem enxágue.

Incentive o uso de canecas em escritórios e pequenos comércios, evitando a lavagem a todo o momento e o uso excessivo de copos descartáveis. Troque a lavagem manual por uma pequena lavadora de louça, quando houver grande volume. 

Sistemas de ar condicionado com torres de resfriamento são vilões em termos de consumo de água. Algumas soluções podem ser implantadas:
•    Utilizar água desmineralizada como água de reposição das perdas de evaporação.
•    Instalar um sistema de modulação da velocidade do exaustor da torre com inversor de frequência, recebendo sinal de sensor de temperatura na água fria, que sai da torre. Isso resulta em menor consumo de água e energia.
•    Pintar as torres de branco refletivo traz uma pequena economia de energia (e por tabela de água)

Colete e reutilize água de chuva e de drenagem de recintos subterrâneos como garagens e porões. Comece analisando a qualidade da água e avalie a vazão.  Estime o consumo não potável para o qual se poderá destinar a água. Vale a pena pensar em peneirar e filtrar a água e adotar telhas mais lisas como as metálicas que previnam o acúmulo de sujeira. Mantenha as calhas limpas. 

Adote torneiras automáticas. No caso de pontos de mistura entre águas fria e quente, as torneiras de meia volta com acionamento por alavanca são as ideais, pois permitem se ligar e desligar mantendo o ajuste de mistura.

Alongar o intervalo para lavar e desinfetar as cisternas e caixas d’água pode poupar um grande volume de água. Lembre-se de verificar se há monitoramento com análises microbiológicas atestando não haver desconformidade. Faça corretamente o revestimento e a vedação de cisternas com telas contra insetos. 

Procure regar as áreas verdes a noite, evitando perdas pela evaporação com o sol – lembre de plantar vegetação que não exija muita água. Evite mangueiras e prefira regador. Também dê preferência a um sistema de gotejamento com mangueiras semienterradas.
Outra possibilidade é conectar a irrigação ao reúso de água de chuva e de drenagem do subsolo. Por fim, elimine fontes, chafarizes e afins. Além de consumir muito água sobretudo na limpeza, você pode demolir ampliar o jardim e plantar mais árvores. 

 



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