São Paulo, 08 de Dezembro de 2016

/ Sustentabilidade

10 formas de reduzir o consumo de energia elétrica
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O governo deve aumentar a tarifa de luz em até 40%. Vale a pena seguir algumas dicas para economizar

Um levantamento realizado pela Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação) aponta medidas que, se adotados no curto, médio e longo prazo, podem reduzir o consumo de energia elétrica em até 50%.

O país tem 5 milhões de lâmpadas em locais públicos com lâmpadas a vapor de mercúrio, segundo Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux. A troca dessas peças por luminárias modernas de LED com controle de inteligência, como sensor de presença, podem representar uma economia de 70% do que é consumido.

Uma residência com aproximadamente 10 lâmpadas incandescentes pode obter uma economia anual de R$ 160 com a substituição pelas lâmpadas de LED. “Pode parecer um investimento alto a ser feito, mas o retorno vem em 14 meses, além de durar cerca de 20 anos”, diz.

Em espaços públicos com 10 mil luminárias fluorescentes de 40 watts, a instalação de LEDs diminuiria o gasto de energia em mais da metade, além de direcionar melhor a luz. Para um hotel, por exemplo, Roizenblatt garante que a troca é ainda mais vantajosa. “Considerando que o corredor de um hotel permaneça 24 horas por dia aceso e alcance um consumo de 8.600 kwh por ano, o investimento será pago em no máximo dois meses”, diz.

No ano passado, o Brasil consumiu 20 milhões de lâmpadas de LED, 150 milhões incandescentes e 250 milhões fluorescentes compactas. Mesmo com o alto índice de procura, as incandescentes de 40 e 60 watts devem desaparecer do mercado ainda este ano. 

Em uma lâmpada incandescente comum, menos de 10% da energia que passa por ela é transformada em luz. Os outros 90% de eletricidade são perdidos na forma de calor. Já as lâmpadas fluorescentes usam bem menos energia. No entanto, possuem mercúrio em sua composição. 

Totalmente eletrônicas, as lâmpadas de LED são compostas  por um ou mais emissores de luz, que ao receberem energia elétrica, convertem-na em luz, gerando bem menos calor do que as lâmpadas incandescentes, o que representa menos perdas. 

O preço é tão diferente quanto a ficha técnica de cada uma. É possível comprar lâmpadas incandescentes por até R$ 2. As fluorescentes são encontradas a partir de R$ 5 e as de LED partem de R$ 50. 

O custo de energia, que sofreu um aumento de 20%, no ano passado, pode subir até 40% neste ano – uma inflação de 6,5% em 12 meses, uma das energias mais caras do mundo. A mudança de alguns hábitos pode evitar ou amenizar um novo apagão:

1. Trocar toda a iluminação pública existente com lâmpadas a vapor de mercúrio por outras mais modernas de LED. A iluminação pública consome 3,5% da energia elétrica do país, cerca de R$ 440 milhões por ano.

2. Minimizar o custo de lâmpadas fluorescentes compactas para o consumidor menos favorecido.

3. Entregar casas de programas sociais com pontos de luz com luminárias e lâmpadas eficientes e de longa vida, como as de LED.

4. Tornar o Programa Brasileiro de Etiquetagem de Edificações compulsório para edifícios que serão construídos ou reformados, obtendo menor consumo por metro quadrado.  

5. Tornar obrigatório aos governos federais, estaduais e municipais que comprem apenas produtos com os selos PROCEL/INMETRO, que garantem eficiência e segurança.

6. Estabelecer que nos próximos 4 anos, todos os edifícios federais, municipais e estaduais realizem auditorias energéticas e modernizem seus equipamentos de iluminação.

7. Substituir todas as lâmpadas a vapor de mercúrio, de luz mista e de indução magnética por outras mais eficientes, e aumentar a alíquota de impostos destas lâmpadas devido a ineficiência e o uso de mercúrio.

8. Deixar de usar reatores magnéticos para lâmpadas fluorescentes. Os eletrônicos economizam cerca de 70% de energia.

9. Criar linhas de financiamento a produtos e projetos de iluminação eficiente para as cidades em iluminação pública.

10. Reduzir a carga tributária em todos os níveis de produtos que utilizem LEDs como lâmpada, módulos e luminárias.



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