São Paulo, 30 de Setembro de 2016

/ Opinião

Um programa para a educação da criança brasileira
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É bem-vinda a intenção da presidente em priorizar a educação. Mas muito ainda deve ser feito para que os governos cumpram com dignidade essa tarefa

A presidente, em seu pronunciamento de posse, anunciou que a principal meta do governo será a educação. Parabéns, este anúncio merece o apoio e o aplauso da nação brasileira. A falta de outras informações, no entanto, não permitiu que se conhecesse o programa de educação proposto. O momento talvez não fosse o indicado para essa explicação, já que se tratava de um evento festivo.

Não parece que aquele anúncio, da maneira enfática como foi feito, fique apenas no discurso. Acredita-se que já deve existir um novo programa mais ajustado à realidade atual, especialmente quando vimos que mais de 500 mil alunos foram reprovados em redação e apenas 250 jovens obtiveram a nota máxima para o Enem.

Nada mais triste para um país, que já se encontra nos últimos lugares do ranking mundial de educação, do que constatar um desempenho tão frágil como se viu. Vale dizer, que a nossa educação está declinando cada vez mais. Poucos jovens conseguem espaço para crescer neste quadro ruim. Os professores da escola pública encontram-se desmotivados. A baixa estima da maioria é flagrante. Além disso, falta quase tudo na educação básica brasileira.

Para modificar este panorama é preciso que a atenção das autoridades se volte para a melhoria da base da educação, com escolas públicas de qualidade, para que as crianças aprendam de fato, e as escolas cumpram seu papel de educadora das novas gerações.
 
Não basta alfabetizar e nem limitar o ensino às primeiras letras e números. É preciso ir mais longe. É preciso preparar nossas crianças para um futuro melhor, permitindo-lhes conviver em sociedade, com mais qualidade de vida, sem a necessidade da intervenção generosa do governo para equiparação de valores.

Não podemos estimular o surgimento de duas categorias de cidadãos brasileiros. Todos devem ter a mesma oportunidade de educação escolar, desde a infância. E, ao Estado, cabe a obrigação de proporcionar boa qualidade de ensino em todas as fases, como já ocorre em outros países emergentes. Basta ver o exemplo da Coréia do Sul e da China.

A educação das crianças deve ultrapassar as poucas horas nas escolas públicas e uma alimentação nem sempre adequada para seu crescimento. A educação escolar deve ocupar a criança a maior parte de seu dia, com atividades de aprendizado, entretenimento, arte e esporte. A educação escolar deve ainda atingir a família na orientação do lar com amor e respeito ao semelhante.

As crianças devem crescer com noção de direitos e obrigações. Por isto devem ser educadas para a vida e não apenas para serem alfabetizadas. As orientações cívicas e morais na escola também são fundamentais para seu futuro como cidadão adulto.

Salomão em sua sabedoria, há 1500 anos já ensinava que a criança devia ser educada na infância para não se desviar do caminho do bem na idade adulta.

O aluno precisa crescer com a noção clara do que é certo e do que é errado; aprendendo que só através de seu esforço e trabalho digno alcançará a realização social e profissional.

Esta é a educação que todo brasileiro precisa e espera receber do Governo. As falhas existentes no ensino escolar de base não têm permitido que a maioria das crianças brasileiras alcançasse um grau de conhecimento suficiente para libertá-las da ignorância, encontrando um futuro melhor para si, sem depender do Estado.

 



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