São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Opinião

Tudo furreca....
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Até o futebol foi contaminado pelo conformismo e pela perda de grandeza, num país que no passado era muito ambicioso

É desnecessário criticar a seleção brasileira de futebol pelo futebolzinho furreca que vem jogando desde a Copa do Mundo, vencida pela Alemanha em solo tupiniquim.

Trocaram a comissão técnica, mudaram um número elevado de jogadores, o Marin está preso na Suíça, e nada mudou. Perderíamos hoje de novo do atual campeão mundial, de nove a zero, se o jogo valesse algo.

A seleção pentacampeã do mundo, como o Brasil, em vez de ao menos estacionar no tempo e no espaço, retrocedeu em tudo.

O Brasil atual é um país que, de emergente, passou a decadente, mercê da ausência de visão, competência e probidade da chamada classe política brasileira, de onde saem os governantes, dirigentes públicos e homens dos esportes, sejam dirigente ou atletas, todos contaminados pela mediocridade que assola o país.

O futebol brasileiro, como o resto da nação, está se tornando furreca.

Balela, motivo de piada no mundo e pior, desonrando a memória dos que já foram e a honra dos que ainda vivem, e conquistaram cinco títulos mundiais para o país.

O colocaram como nação em desenvolvimento. Acabaram com a inflação. Deram dignidade à moeda brasileira e criaram um respeito no cenário internacional, vindo desde o Barão do Rio Branco, até Fernando Henrique Cardoso.

Após a vitória do PT em 2002, o Itamarati tornou-se um circo ambulante de apoio a causas ideológicas, perdendo sua grandeza, sua neutralidade admitida como arbitro em qualquer conflito e viu tudo o mais derrapar para a visão chula da política sindicalista de esquina, regada a pinga, que tem devassado o que era a brasilidade.

Dando-lhe cores de bolivarianismo, seja lá o que isso queira dizer, mas é do mal. E a pinga virou uísque importado de primeira, pago pelos neo-burgueses ex-operarios, com o dinheiro público obtido de forma ilegal em suas contas particulares.

Isso tudo está se refletindo na vida de cada brasileiro, e piorou o ambiente do futebol, também cercado de denúncias no mundo da bola, onde o Brasil está envolvido até o pescoço.

Ou o ex-presidente da CBF não estaria preso numa cela suíça.

Jogador de futebol hoje em dia, de nível também furreca, na base da enganação, que nem os dirigentes e políticos pátrios, se acha o máximo.

Desfigurado por tatuagens que lhe cobrem o corpo todo, corcunda de tanto brinco, corrente e adereços de ouro, boné de malandro e fone de ouvido, fingindo que escuta música ou é intelectual, não passa de um pretensioso, arrogante, cercado de assessores, empresários e quitais, enquanto dentro de campo, na hora do vamos ver, só nos faz passar vergonha pelo futebolzinho de quinta categoria.

Só falta perdermos para a Venezuela e seremos eliminados da Copa América precocemente.

O futebol brasileiro murchou. Para cada Zito que se vai aparece um Fred, um Felipe, um Hulk, um bando de zés ninguém do futebol, manchando a glória de quem pelos campos do mundo todo conquistaram respeito, admiração, e agora se tornam alvo de apostas para ver de quanto vão perder.

Ou chorar. Ou brigar. Ou lamentar a arbitragem.

Pobre Brasil em tudo.

Um país, nas mãos atuais, cada vez mais a caminho de ser uma nação furreca, sem respeito, desmoralizada, antro da falcatrua, da corrupção e da inversão de valores.

Viva a fajutice que domina o continente verde-amarelo pintando-o de vermelho desbotado.

 



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