São Paulo, 27 de Março de 2017

/ Opinião

Totalmente sem graça
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A linha da cartilha petista, inaugurada por Lula, do “nada sei, nada vi, não sabia e exijo providências” é seguida à risca por todo e qualquer envolvido em escândalos de roubo do dinheiro público no país

A defesa que a presidente Dilma Roussef fez da presidente da Petrobras, Graça Foster, e a entrevista que essa senhora concedeu ao Jornal Nacional nesta segunda-feira (21), são duas demonstrações de como a opinião pública nacional é subestimada pelos detentores do poder federal no país. Desrespeito, se não desprezo.

A linha da cartilha petista, inaugurada por Lula, do “nada sei, nada vi, não sabia e exijo providências” é seguida à risca por todo e qualquer envolvido em escândalos de roubo do dinheiro público no país. O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, indicado por Dilma para o cargo pediu a demissão de toda a diretoria da empresa. Dilma vai manter e ainda defendeu a “amiga”.

Graça, numa entrevista totalmente encomendada à Globo por conta da entrevista anterior da funcionária que foi punida por ter denunciado as falcatruas, disse que a direção da empresa “não recebeu e não sabia”. Foi totalmente sem graça.

Perdida numa entrevista “amiga” tropeçou nas perguntas mais previsíveis para levantar a bola que o repórter recebeu na pauta, certamente, e deixou patente, uma vez mais, ser incompetente para o cargo que ocupa. Evasiva, sem conteúdo e tentando se passar por vítima, brindou o telespectador, eu, por dever de ofício, sou obrigado a assistir o chapa branca Jornal Nacional da Globo, com pérolas do desmando que assola a direção geral do país. Reeleita.

Ambas, Dilma, Graça ou Graças, e a TV Globo também, foram totalmente sem graça ao, em nome de esclarecer a verdade como jornalismo, acolher, sem editorial contrário, a armação feita, ao estilo petista, para desconstruir a verdade que inunda de lama a Petrobrás e os brasileiros que pensam de vergonha.

A funcionária punida conclamou os funcionários da Petrobrás a seguirem seu exemplo e denunciarem o que sabem de ladroagens cometidas nos cofres da estatal. Vai prevalecer, aposto, o medo sobre a verdade.

Quem quer ser punido por dizer a verdade? Sabendo que o Planalto dará cobertura aos dirigentes acusados, sendo a principal personagem no caso a própria presidente da Republica, ex-presidente do Conselho de Administração da empresa, que autorizou as negociações bandidas?

Tudo muito sem graça. E que cobre com a cor preta do petróleo de luto o bom senso, a honestidade, a verdade, e os rumos do país.

 

 



Urge a criação de uma vara criminal voltada a julgar casos de danos ao patrimônio ou ao serviço (caso dos ônibus) públicos e uma cadeia que acolha imediatamente os presos em flagrante

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