São Paulo, 27 de Setembro de 2016

/ Opinião

O papel das empreiteiras
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Quem conhece a história recente sabe que as empresas foram obrigadas a um comportamento de cumplicidade com a corrupção, como meio de sobrevivência

As maiores empresas de engenharia do Brasil entraram na mira do Ministério Público e do Judiciário, nos escândalos em que estão envolvidas, como vítimas da maior operação de extorsão já montada no país. É preciso muito cuidado para que os processos não venham a confundir autores com vítimas, abrindo caminho à impunidade.

Quem conhece a história recente sabe que as empresas foram obrigadas a um comportamento de cumplicidade com a corrupção, como meio de sobrevivência. Ninguém sai distribuindo bilhões, correndo riscos, por iniciativa própria. Não podem nem devem ser colocados em grau de igualdade, senão por mera inspiração de caráter ideológico.

Boa parte da população ignora que nossas empresas estão trabalhando em dezenas de países, inclusive mercados disputados como o dos EUA e da Europa. E que estas organizações, na sua maioria, foram fundadas por homens que prestaram grandes serviços ao desenvolvimento nacional, e o que existe de infraestrutura de energia, transportes, devemos muito a estes empreendedores.

Para ficar apenas nos principais, cabe lembrar o pioneirismo e o arrojo de Roberto Andrade, fundador da Andrade Gutierrez; José Mendes Júnior, da Mendes Junior; Norberto Odebrecht, do grupo que leva seu nome; Sebastião Camargo, da Camargo Corrêa; e outros cujas empresas foram sendo incorporadas, como Oscar Americano, que executou algumas das mais importantes obras de São Paulo, nos anos de crescimento 1938/41, 1946/51 e 1963/66. E Marco Paulo Rabello, o maior entre os que ajudaram JK a construir Brasília.

"A origem do caso da Petrobras está na alteração que deu ampla liberdade de gestão à empresa" 

Todos os brasileiros conhecem obras gigantescas, como a binacional Itaipu, Tucuruí, usinas nucleares e a Ponte Presidente Costa e Silva, feitas por estas empresas e sem nenhuma suspeição. Os tempos eram outros.

Desviar a atenção para o saneamento das relações do poder público com os grandes fornecedores e prestadores de serviços passa, sim, por uma ação contra os agentes públicos envolvidos, seus mentores e beneficiários, sob o ponto de vista criminal e fiscal, e criar uma legislação que torne as empresas efetivamente transparentes. A origem do caso Petrobras está na alteração feita no governo FHC dando ampla liberdade de gestão à empresa. E nada teria acontecido se alguns projetos fossem privados e não estatais, como a Refinaria Abreu Lima.

Ainda no caso Petrobras, os desdobramentos serão de muita gravidade, considerando que por ter ações negociadas no EUA está subordinada à rigorosa Lei Sarbanes-Oxley. Os reflexos nos papéis de empresas brasileiras para não favorecer a impunidade pela via da morosidade.

Todo cuidado será pouco, para que não se conclua que foram os empresários que propuseram superfaturar e distribuir dinheiro aos poderosos!



Milhares de passageiros passam por dia em nossos aeroportos e sofrem com a falta de um serviço essencial, prestado por trabalhadores, é sempre bom repetir, credenciados para este fim.

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Redução do volume de investimento não terá grande impacto nas metas operacionais. O plano também prevê a adoção de orçamento zero e novas medidas para redução de custos

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A base da nova gestão, segundo o presidente Pedro Parente (foto), será o conceito de orçamento base zero, que redefine a cada ano os projetos e investimentos prioritários

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