São Paulo, 11 de Dezembro de 2016

/ Opinião

O câncer que corrói o país
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Uma das variantes da moléstia petista está em acreditar que as eleições transformaram o partido em proprietário das instituições

Quando um político é eleito, sua vitória não representa torná-lo um ser diferenciado acima do bem e do mal e muito menos torná-lo santo ou eximido de pecados e falta de caráter, já que a maioria parece não ter.

No sentido contrário, o derrotado não é condenado ao fogo eterno nem também condenado por ter ficado para trás numa corrida eleitoral. Fosse pecado perder eleição e Lula jamais teria chegado ao Planalto depois de três derrotas consecutivas no pleito presidencial.

O que quero dizer com isso?

Que a chegada do PT ao trono há doze anos, e de onde ele não quer mais sair, não tornou os petistas santos. Ao contrário, as deficiências de caráter de muitos de seus integrantes, notadamente nos escalões mais altos ganhou uma dimensão fora dos objetivos de quem os elegeu.

O Brasil na primeira eleição de Lula fez a opção – hoje vista como malfadada - pela proposta de um governo ético, sério, voltado para os interesses nacionais.

Confundindo a vitória nas urnas com título de propriedade sobre o país e dominação da vontade de seus habitantes, o petismo, ou o lulismo, ou a mistura disso tudo de onde emergiu a atual governanta, produto típico de ações nefastas, pensou e ainda pensa que pode tudo e não deve nada.

No poder, o PT passou a agir em função de um projeto eterno de poder e jamais de governo. Adotou medidas populistas dando dinheiro aos mais pobres através de bolsas, criando nestes uma dependência (psicológica) que garantiu as vitórias consecutivas ao usar, inclusive, o argumento infame de que as bolsas seriam cortadas caso perdesse a eleição.

Foi assim também na reeleição recente de Dilma, calcada no terrorismo da falsa propaganda e disseminação do medo.

A verdade veio à tona em poucos dias, e quem ainda acreditava constatou que o PT mentiu, enquanto acoberta escândalos onde o partido e muitos de seus integrantes sangram os cofres públicos em benefício de poucos e de forma criminosa.

No início da era lulista a economia mundial e a situação interna estável das contas ajudaram a criar um clima de otimismo, com muita propaganda oficial também.

Veio Dilma, com ela a incompetência, a sequência do desgoverno de Lula que hoje aparece e o estelionato eleitoral do ano passado.

A verdade se revelou e o povo foi às ruas.

O PT, atônito, ainda acha que foi eleito para ficar para sempre e que tudo que é público passou a ser seu.

E suas figuras nefastas assombram o país com mentiras, ousadias, crimes, entendendo que quem com eles não concordam, não gostam de pobres e são contra o povo. Eles pensam encarnar o povo que eles mesmos roubam e querem tirar a liberdade.

Figuras como o próprio Lula e suas crias, José Dirceu, Rui Falcão, Genoíno, Vaccari, Delúbio e muitos outros se tornaram nefastas e, embora busquem os louros da glória de salvadores da pátria, são hoje a câncer que corrói o Brasil.

Sem mencionar suas relações espúrias com aliados que aderiam ao assalto que praticam contra a brasilidade.

O rol de males que o período do PT no poder, com Lula e Dilma, tem feito ao Brasil é tão grande e agride forma tal os interesses nacionais que as poucas virtudes que puderam realizar sucumbem diante do mar de petróleo sujo que derramam sobre o Brasil.

E ainda não se olhou as demais estatais e ministérios para se saber de fato o tamanho do rombo.

Em meio a todo esse quadro de horrores, ainda os brasileiros precisam suportas as sandices que saem da boca do senhor Falcão, do próprio Lula, de ministros que defendem os crimes praticados pelo petismo como feitos dentro da lei e, pior do que tudo, pregando ostensivamente, ainda e mais, o uso do dinheiro público contra os “adversários” do PT, a imprensa livre.

De novo os cofres públicos, sob a escandalosa administração petista, são tidos por eles como se a eles pertencessem.

Quanta sandice. Quanto autoritarismo. Quanta ousadia.

Mas eles perceberam que a farra está chegando ao fim.

O cerco cresce a cada dia e, pelos meios constitucionais, legais, legítimos, esse câncer será extirpado.



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