São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Opinião

Filme (velho e) triste
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Confirmam-se hoje as previsões de que a reeleição de Dilma criaria um vazio de ética e competência administrativa

Em abril de 2014, portanto há mais de um ano, escrevi: “O país está tão cansado disso tudo que, Dilma vencendo novamente a eleição, à custa dos brasileiros que votam sem pensar, o Brasil não aguenta mais quatro anos de desmandos e ausência de rumos construtivos. Não sou profeta do apocalipse. Mas está tudo tão evidente que é fácil prever que não haverá mais sustentação política, econômica e mesmo social para um mandato cujo objetivo é o poder pelo poder. ”

O que se assiste nos dias de hoje, já em fim de maio de 2015, com apenas cinco meses da nova gestão da governanta Dilma, é a projeção na tela da vida nacional de um velho e triste filme do estilo petista de governar, inaugurado com Lula, iniciando a era Lula, da qual Dilma é apenas, com todo o respeito, um fantoche tentando, já desesperadamente, ser o que não é e nunca foi: presidente da República.

Hoje, está comprovado, a governanta é também vítima da armadilha do petismo, primeiro, porque aceitou participar da farsa de guardar lugar para Lula voltar em 2014 e ela mesma quis ficar na cadeira, sem se ater que sua política econômica levaria o país para o desastre, como trouxe.

E, segundo, por acreditar que sua visão pequena de socialista seria suficiente para levar o Brasil a uma espécie de bolivarianismo tresloucado, onde prevalece a miséria intelectual e a pobreza material da população e do próprio governo.

O Brasil de hoje é um arremedo da pátria de verdade, que começou a ser forjada com o Plano Real. Tudo o que foi conquistado em termos de economia mais forte, moeda respeitada, inflação controlada, custo de vida estável, e que Lula – pelo menos - teve a sabedoria de manter, Dilma jogou por água abaixo.

Venceu a reeleição na base do hoje conhecido estelionato eleitoral, da propaganda enganosa, e arrasta uma gestão mal começada, como se estivesse no fim.

Já se fala em armadilha onde caiu também o ministro da Fazenda, Joaquim, Levy, ungido ao posto para salvar a economia aplicando métodos que Dilma acusou que Aécio faria, mas ela não.

O PT não deixa o ministro andar. Quer continuar retrógrado e estragar de vez o país a ponto de aparecer como tabua salvadora. A mesma furada que afunda o país.

Lula, o grande responsável por tudo isso que aí está, continua se salvando, mas já não esconde seu desespero de ver o projeto de poder esvaziar-se.

Hitler tinha o sonho dos mil anos do Terceiro Reich. De quantos anos era o sonho de poder de Lula/Dirceu, esfarelado hoje pela incompetência, despudor, corrupção, despreparo, aparelhamento do Estado?

A verdade aparece a cada passo. Ficou tão grande a briga pelo tesouro, a disputa de poder, as indicações, nomeações, e a corrupção desenfreada, que eles próprios, os agentes da cobiça e rapina, perderam o controle, os malfeitos vazam pelas frestas e buracos sem contenção.

Não há mais volta para o petismo. Vai ter que recomeçar do zero a partir das próximas eleições, como oposição, se conseguir reorganizar-se e reconstruir uma imagem que hoje é sinônimo de ladroeira, corrupção e fracasso.

Não é de graça que os petistas, ex-ministros, como os arrivistas Mantega e Padilha, estão sendo vaiados em hospitais e restaurantes.

Como previ no início da coluna, o que seria a reeleição de Dilma, posso afirmar: a vaia, o apupo, aos petistas só irão aumentar em suas aparições públicas.

Interessante notar que sempre frequentam e onde são vaiados, os melhores hospitais e restaurantes, que na teoria de Lula são das “zelites”.

A alta burguesia do Brasil de hoje é formada justamente pelos “trabalhadores” que de um modo ou outro prosperaram nos anos de fartura (para eles) dentro da era Lula. A começar do próprio Lula, de quem não se fala ainda muito sobre a construção de uma vida milionária.

Para nós comuns mortais da “burguesia de Lula”, quando somos todos trabalhadores, resta o consolo de vaiar, de criticar, de nos organizarmos, para, através do voto, a começar das eleições municipais do ano que vem, ir arejando a vida pública, a política, diminuindo drasticamente a presença do petismo que está arruinando, inclusive, a nacionalidade.

Quanto ao filme, velho e triste, menciono outra frase minha de abril de 2014:

“Está tudo errado, e as pessoas encarregadas de promover a mudança, eliminar os vícios e comportamentos incorretos são seus patrocinadores e disso se beneficiam... assim tem sido assim será, enquanto a massa eleitoral não discernir entre o certo e o errado, entre o que é público e privado. ”

 



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