São Paulo, 24 de Abril de 2017

/ Opinião

Estamos cobertos de lama
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Os cargos eletivos pertencem a grupos e famílias organizados desde as priscas eras para serem os donos do patrimônio público.

Por mais brasileiros que sejamos, por mais que amemos nossa pátria, está cada vez mais difícil manter essa relação de pertencimento e orgulho, pela realidade vinda à tona, todos os dias, em todos os lugares, nos sufocando de vergonha e revolta pela forma como o país está sendo dilapidado por gente sem nenhum pudor moral.

Para todo lado do setor público que se olhe, e a banda podre do empresariado que, parasitária, se acoplou ao sistema, o que se vê são desatinos. Diferentes formas e meios de iludir a população, cada vez mais enganada, para o enriquecimento ilícito e dominação do poder.

No Brasil de hoje, os políticos e governantes criminosos mandam.

Os maus empresários, igualmente criminosos, fraudadores, inescrupulosos, mandam.

Os marginais, criados no crime e para o crime desde a infância, nas fábricas de crimes existentes nas “comunidades” e movimentos “sociais” organizados para ser uma indústria à custa do crime, mandam.

Ignorantes, mal nutridos, analfabetos, montados em armas de grosso calibre, carros e motos roubados e adquiridos com o produto do crime, circulam pelas ruas e vielas, tomando avenidas, como se fossem os verdadeiros cidadãos, aterrorizam as pessoas de bem e mandam.

Os cargos eletivos – e isso vem de longe - pertencem a grupos e famílias organizados desde as priscas eras para serem os donos do patrimônio público. Mandam, tirando dos incautos, dos de boa-fé, iletrados, pela promessa do paraíso, até sua dignidade.

A população, pelo menos a enorme parcela que pensa, discerne, sabe entender, está atônita.

Assistiu – e em alguns momentos aplaudiu a fantasia sem saber da verdade - ao gigantesco assalto que Lula e seus asseclas do PT fizeram ao Brasil. E, como diz o dito popular, o lobo perde o pelo, mas não perde o vício.

O programa de propaganda partidário, obrigatório, levado ao ar na noite desta terça-feira (11/04), traz de novo um partido – que já nem deveria existir pelo mal que fez e faz - mentiroso, ilusionista, retrógrado, tentando manipular as ilusões, carência e fantasias da população pobre e, como se não tivessem sido eles, fingem não serem  os destruidores recentes da economia e emprego no país, além do aviltamento moral que hoje predomina por inspiração lulo-petista.

Note o leitor que ainda nem falei da já famosa “lista de Janot” e outras que virão de delações de outras empresas que se locupletaram à custa do dinheiro do povo brasileiro. E não são só elas. Muito ainda há por vir.

Uma vergonha. Um verdadeiro mar de lama. Nos cobre de humilhação de como somos manipulados, enganados, tratados como trouxas por quem deveria nos representar, nos governar, com dignidade.

Somo o país dos privilégios e mordomais. Da corrupção e da enganação.

No dia em que tivermos um país sério, todo político, governante, funcionário público, empresário, trabalhador, cidadão, corrupto, criminoso irá à cadeia. De verdade.

A representação sindical do país é uma afronta. Um atentado ao bom senso. Valhacouto de grupos e bandos que se dizem representantes de categorias, e pode incluir aí patronal e de trabalhadores, vivem também, a maioria porque há os sérios, de espoliar o dinheiro do coitado do brasileiro comum.

Informação postada nas redes diz que há no Brasil 16.393 sindicatos. Na Argentina, 91. Nos Estados Unidos, 130. Precisa dizer mais?

País da falta de vergonha.

Como criticar é o mais fácil, aponto também a solução: educação em massa para a população, no sentido de conhecimento e alfabetização que permita o entendimento.

Como quem deve promover isto são os atuais detentores do poder e eles estão, em numero constrangedor de políticos, governantes e partidos, envolvidos até o pescoço com o assalto que tem sido feito ao país, fico sem saber como isso poderá acontecer.

E sugiro ao leitor: comece desde já a fazer seus filtros porque o voto em 2018, mais do que nunca, será a chave de qualquer mudança possível no país.

Em quem votar?

Como mudar?

Ou vamos passar a vida indo às ruas? Adianta até certo ponto.

Quanta vergonha respinga lama na brasilidade...

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