São Paulo, 08 de Dezembro de 2016

/ Opinião

É possível terceirizar a cultura de uma marca?
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Até que ponto um funcionário vai sentir-se parte de uma organização à qual não se sente diretamente vinculado?

As discussões em torno do Projeto de Lei que regulamenta a terceirização das atividades-fim ainda não contemplaram outro importante aspecto: a mobilização dos funcionários.

Hoje, as companhias investem milhões em estratégias e ações de comunicação interna, capacitação de lideranças, mobilização de funcionários, entre outros pilares do engajamento dentro das quatro paredes das organizações.

Com a consolidação de diversos setores, o investimento na cultura de marca tornou-se essencial para clarificar o propósito inspirador das empresas – ou seja, os elementos simbólicos e discursivos que “dão liga” às equipes e fazem com que as pessoas que trabalham nestas corporações entreguem melhores experiências para clientes internos e externos.

A terceirização pode trazer um elemento novo a este debate: afinal, qual será o sentimento de vínculo de um profissional à empresa em que está alocado? Acreditará em sua missão, visão, valores? Qual sua propensão a mobilizar-se por um propósito? Qual será o peso do salário nas futuras negociações. O porquê continuará ganhando importância frente ao quê?

O risco aqui não é apenas trabalhista, competitivo ou tributário. É, também, de vínculo e significado.



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