São Paulo, 25 de Setembro de 2016

/ Opinião

Brasil de saco cheio do PT
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Entre taxistas, atendentes de bares e barbeiros há a mais pura e compreensível rejeição ao que o partido e suas administrações estão fazendo com o país

A despeito de Lula atribuir, sempre que pode, o atual nível de desgaste dos brasileiros com as gestões dele, de Dilma e com o comportamento do PT na “administração” do país, ao que ele chama de “zelites”, e também à imprensa e outros segmentos denominados genericamente de “eles”, na prática maniqueísta de querer ser o bem contra o mal está ficando claro o motivo do já aparente desespero do apedeuta em relação ao seu projeto de perpetuação no poder.

Na verdade, os desmandos, malfeitos, incompetência, corrupção, mordomias, enriquecimento ilícito e descontrole inflacionário por conta dos gastos excessivos do governo petista chegaram à boca do povo.

Não é mais só a “burguesia” que está saturada. A mentira que representa o discurso e a propaganda oficial avassaladora em favor do governo não está mais produzindo efeito nas camadas mais pobres da população.

A inflação, a queda no padrão de vida, o aumento das dívidas e o imenso mar de lama que jorra a cada dia em consequência da corrupção que está destruindo o país chegou ao bolso da camada da população que acreditava na fantasia petista, no carisma de Lula e nas mentiras do partido.

E parece ser viral.

Em bar da esquina ouvi do cidadão de origem nordestina que lavava os copos impropérios que me deixaram constrangido. O vocabulário do atendente de bar contra Lula e Dilma é de corar frade de pedra, lamentando a origem nordestina do antigo herói, contaminado pelos privilégios do poder e da riqueza.

Eu já havia notado também em alguns motoristas de taxi na capital paulista alguma falta de simpatia com a gestão do prefeito petista Fernando Haddad, que, em alguns casos, tem se transformado em algo visceral.
 
A volta da inflação, o aumento de horas trabalhadas para manter um ganho suficiente, numa cidade esburacada, escura, onde as faixas de ônibus e as obras das vias de bicicleta, entre outras queixas, atazanam a vida dos taxistas, se somaram ao volume inimaginável de corrupção e mentiras, alastrando também para Lula e Dilma a antipatia atual dos motoristas de taxi.

Um deles, de 70 anos, afirmou quase em tom colérico que Haddad está destruindo São Paulo como Dilma e Lula estão destruindo o Brasil. E que embora tenha que trabalhar cerca de 15 horas por dia para poder sobreviver, se souber que algum passageiro seu é do PT, para o carro e põe para fora.

Eu nunca tinha visto isso.

No salão de corte do cabelo, a revolta é geral. Por conta da elevação do custo de vida, o ponto de anos precisou ser trocado para diminuir o aluguel. A clientela está meio desaparecida, e o assunto preferido é falar mal do governo petista e seus integrantes.

É raro hoje em dia encontrar alguém que assuma ter votado no PT.  Os petistas estão constrangidos, acuados, envergonhados e com cara de paisagem.

Ao contrário dos próceres da agremiação - embevecidos em sua desatualizada liderança, esgotada a capacidade de criar fatos na propaganda e jactar-se de liderança histórica - seguem cometendo os mesmos erros de avaliação.

Agridem e acusam, sem olhar o umbigo e ver os próprios erros. Assim como o governo petista que corta na carne da população e mantém a opulência dos gastos e das mordomias oficiais.

O que o petista acha ser atitude burguesa ou qualquer outra bobagem ideológica é, na verdade, a reação de quem cansou de pagar a conta, ser enganado e sustentar, via simpatia e voto, um aparato de corrupção nunca antes visto na história desse país, somado à incompetência administrativa, gerencial, inequívoca de governos como de Dilma, Haddad, Pimentel e outros.

Simples assim.

Lula que grite, Dilma que obtenha “sabe-se lá como” a simpatia de adesistas como Jô Soares e a Globo, que nadam de braçadas nas verbas oficiais de propaganda. Falcão que tonitrue as asneiras de sempre.

A verdade é que o Brasil está se saco cheio do PT.

 



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