São Paulo, 29 de Setembro de 2016

/ Opinião

As penas vão voar
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O PSDB tem três candidatos fortes à sucessão de Dilma, enquanto o PT possui apenas Lula

 
Aécio Neves e José Serra iniciam os trabalhos na nova legislatura no Senado, de olhos abertos na movimentação política do governador Geraldo Alckmin, que já dá sinais de que será um forte presidenciável no PSDB, nas eleições de 2018.  Como Serra e Aécio têm o mesmo objetivo, os três vão se bicar quando os tucanos da cúpula tiverem de indicar o candidato do partido à sucessão de Dilma Rousseff. Quem viver, verá.

É bom lembrar, por exemplo, que se tornou uma tradição na história política do Paísque todo governador de São Paulo é sempre incluído nas listas de presidenciáveis. Foi assim – para citar apenas exemplos mais recentes- com Jânio Quadros, Adhemar de Barros, Orestes Quércia, Paulo Maluf e os próprios José Serra e Geraldo Alckmin.

O PSDB sabe que, se tudo correr de acordo com a normalidade no PT, o adversário a ser enfrentado pelo candidato tucano será Lula, um osso duro de roer. No momento, o PSDB dispõe de três bons presidenciáveis, que saíram consagrados das urnas em 2014, enquanto o PT joga todas as fichas na sua única opção, que é Lula.

Na hipótese de o partido não contar com a candidatura do ex-presidente, o PT ainda não encontrou nenhum substituto com a mesma reserva de votos e com o mesmo carisma de Lula, o que obrigaria o partido a escancarar a porta para o retorno de um tucano ao Palácio do Planalto, depois de 16 anos fora do Poder.

O problema do PSDB continua sendo um só: Lula. O fantasma do ex-presidente petista assusta tanto a oposição, que levou tucanos inconsequentes a apelar na campanha de Aécio Neves para o uso indevido das redes sociais e do antigo método do boca-a-boca, como meios de espalhar o boato de mal-gosto de que Lula estaria gravemente doente.

O exagero foi tamanho que houve casos em que os mais preocupados com  a possível derrota  de Aécio Neves, chegaram a “matar” Lula dezenas de vezes.

Qualquer que seja o candidato a ser lançado em 2018, o PSDB vai obrigar o PT a pular miudinho, apesar da força eleitoral de Lula. Vamos aos fatos: Serra se elegeu senador com expressiva votação, enfrentando um candidato de respeito, Eduardo Suplicy, que exerce o mandato no senado há 24 anos, enquanto Alckmin deu um “passeio” nos adversários, se reelegendo governador, no 1º turno, com 58% dos votos.

Aécio Neves, ao contrário, perdeu a eleição para Dilma Rousseff, mas alcançou 51 milhões de votos contra 54 milhões da candidata petista. Os três tucanos, portanto, tem motivos de sobra para reivindicar a legenda presidencial do partido, daqui a quatro anos.

 



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