São Paulo, 24 de Março de 2017

/ Opinião

A ditadura bolivariana na Uerj
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A ditadura na Venezuela já demonstrou todos os seus horrores. E, mesmo assim, é abertamente apoiada, em ambiente universitário, por gente do PT

A quinta-feira, 9 de abril de 2015, foi mais um dia que manchou a Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ.

A universidade abrigou um evento chamado “Ato de apoio a Revolução Bolivariana e contra as ingerências do imperialismo norte-americano”, no qual “estudantes” “universitários” brasileiros colocaram-se em favor da ditadura venezuelana perpetrada por Chávez e mantida por Nicolás Maduro.

Para um país riquíssimo em petróleo, a Venezuela está paupérrima, graças a uma nomenklatura bolivariana histérica e truculenta que drena todos os recursos do país e governa com poderes policiais.

Os cidadãos da Venezuela que resolveram lutar contra esse estado de coisas são mortos. Jovens e oposicionistas estão sendo brutalmente atacados e presos porque buscavam nas ruas, ativar os mecanismos descritos na constituição venezuelana.
O arbítrio é total. Nem a própria Constituição bolivariana é respeitada pelos seus próprios autores bolivarianos!

Na Venezuela falta tudo, inclusive papel higiênico. A ditadura venezuelana provocou uma das inflações mais altas do mundo, a escassez sistemática de alimentos e triplicou a violência urbana: sob o regime bolivariano, a cidade de Caracas se transformou na capital mais perigosa do mundo. Em 2013, por exemplo, o país contabilizou 25 mil assassinatos.

As medidas de controle estatal dos meios de comunicação e internet, a desmilitarização da polícia, o desarmamento da população, processos eleitorais fraudulentos e o apoio de organizações paramilitares e terroristas mantidas pelo governo têm conseguido dobrar o povo venezuelano, colocando-o a mercê de um projeto de poder tirânico e corrupto.

Notaram as pautas? Notaram os métodos? Conhecem algum partido que defende medidas como estas aqui no Brasil?
Pois é. Por isso, a luta dos venezuelanos contrários ao bolivarianismo é a mesma luta dos brasileiros contra o PT.

Como se sabe, o petismo está ligado ao bolivarianismo sob a égide do Foro de São Paulo e, por isso, o governo brasileiro – além de cúmplice moral dos assassinatos e prisões arbitrárias – sustenta a ditadura bolivariana com créditos oficiais e afagos diplomáticos.
O “socialismo do século XXI” está destruindo a Venezuela, mas, para a esquerda brasileira, as experiências de Cuba, Coréia do Norte, China e de toda América Latina não são suficientes.

O petismo iniciou seu ocaso, mas seus frutos malignos ainda proliferam na educação brasileira. Voltemos para a UERJ.
Enquanto a situação na Venezuela é caótica, “estudantes” brasileiros, submetidos ao “estupro ideológico” das esquerdas, optam por abraçar e se aliar a uma ditadura que persegue seus jovens e estudantes.

O artigo de hoje é, portanto, uma nota de repúdio ao que, na verdade, foi um “Ato pró-ditadura bolivariana” na UERJ, à doutrinação ideológica nas instituições de ensino brasileiras, à morte indiscriminada dos estudantes venezuelanos e ao nosso governo petista.
Mas há esperança. E estudantes de verdade fizeram um anti-ato contra essa palhaçada. Bravo! São esses os estudantes que honram a história da UERJ.

“A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os bons não façam nada”, já dizia Edmund Burke, considerado o pai do ‘conservadorismo’.

Burke tem razão: Os maiores inimigos da liberdade não são os ditadores. São os omissos. Não podemos nos calar!
Fora Bolivarianismo! Fora PT! Fora Foro de São Paulo!


(Com Fernando Fernandes, mestrando pela UERJ)



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