São Paulo, 29 de Setembro de 2016

/ Opinião

A culpa de cada um
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Estamos diante da usurpação do Estado por um grupo que contraria nossos interesses. O pior é que fomos passivos nesse assalto ao poder

Você, brasileiro, brasileira, que me lê, não se pergunta, não se questiona, lendo, ouvindo, assistindo o noticiário sobre a vida do Brasil, seus representantes eleitos, políticos governantes, dirigentes, como conseguimos, com toda a potencialidade que temos em termos de território, recursos naturais, e gente chegar a este estado de podridão moral, funcional e operacional, que assola o país?

Há anos chamo a atenção para isso, mas penso que o país ainda não estava suficientemente maduro (sem referência à calamidade bolivariana, seja lá o que isso queira dizer) para entender como funciona a vida política do país.

Que interfere na institucional, na econômica e no cotidiano de cada habitante deste continente tropical.  Afeta diretamente a cada um, mas não sei se ainda se apercebem disso.

Mas sou insistente e provoco o leitor. Não incomoda a você, leitor, leitora, perceber a inversão de valores que se institucionalizou no país em favor de um grupo político que, após chegar ao poder com a promessa de moralização, transformou o aparato público e seus recursos em instrumento de perpetuação no poder, pelo desvio de dinheiro público para campanhas eleitorais dos infratores e enriquecimento ilícito de grande parte deles?

Não percebe que eles desviam dinheiro público para favorecer poucos, privatizando o erário, enquanto, de forma premeditada, atacam sem pudor quem entende o que se passa e buscam de alguma forma informar a massa brasileira de como esta sendo dominada e subjugada aos poucos?

Como chegamos a isto? Como o Brasil se degradou tanto nos últimos anos em que o PT está no poder? Essa questão não absolve os governos e períodos anteriores.

De algum modo, desde que Cabral aqui aportou, de um jeito ou outro, cada governante, nas capitânias, na colônia, vice-reino, reino, império, ou República, com ditadura ou sem, deu sua contribuição para chegarmos ao Século XXI como uma potência fajuta, claudicante, distorcida, onde a grande massa de sua gente ainda é manipulada, enganada, explorada, em nome de políticas que deveriam favorecê-la.

Buscar culpas é fácil. Tentando ser hermeneuta, fazendo a exegese da história, muitas tentativas de explicação podem ser encontradas. Mas nenhuma delas será sustenta sem viés ideológico, especialmente, neste período triste de nossa realidade atual, onde o gigante brasileiro está a serviço de interesses, nacionais e internacionais, baixos, escusos, sorrateiros que bradam a defesa do povo para em seu nome contra ele conspurcar de forma tão abjeta.

Essa é a podridão que alcança o Brasil e pouco aparece, mas se traduz, na falácia mentirosa dos detentores do poder, nas mentiras oficiais, na manipulação da informação, dos números dos dados, da realidade dos bastidores do poder, da corrupção entranhada, descontrolada.

Isso chega a todo brasileiro na forma das dificuldades de seu cotidiano. Refletem-se na qualidade de vida próxima, se já não for, da indignidade, que maltrata os trabalhadores, a classe média.

Favorece quem teve e tem recursos, num conluio onde as forças produtivas, a energia (inclusive hídrica e elétrica) passam a servir apenas aos interesses dos que exploram a ignorância misturada com ingenuidade da massa.

Como chegamos a isso? Você não se pergunta leitor?

Como deixamos uma democracia ainda jovem, levar ao poder quem, através dela própria, quer impor a servidão, a impostura, o controle de todos os brasileiros, através de um projeto de poder sem raízes na vontade dos brasileiros, sem alicerce em seus desejos, de como sonha sua pátria.

Vai aos poucos se acostumando com uma situação que os impostores tentam tornar permanente para benefício desses exploradores, hoje acomodados nos maiores e mais importantes cargos do país.

Você gosta de um país onde todos os decentes admitem que uma eleição foi ganha pelo uso da propaganda terrorista, de milhões e milhões de reais desviados dos cofres públicos, para criar uma máquina ilusionista de propaganda, onde reputações foram destruídas com calunias, mentiras, ofensas? Onde a mentira prevaleceu?

Você gosta do país onde o Congresso Nacional e as mais elevadas cortes judiciárias foram aparelhados por nomeações de interesse político? E ainda assim, altos dirigentes do PT foram condenados? E esse mesmo esquema já os liberou para curtir em casa o fruto de suas condenações?

Como chegamos a isso tudo e ainda são os que ousam entender esclarecer, acusados de maus brasileiros, de conspiração, golpe e outras bobagens criadas para confundir a massa que vota pela dependência das esmolas que o governo dá para mantê-los cativos?

Voltando ao lead (parágrafo inicial) deste comentário. O que você acha disso tudo leitor. Não se pergunta como chegamos a esse ponto?

As respostas são muitas.
 
Uma delas, e certamente, de grande responsabilidade nesse quadro, é a sua omissão. Seu conformismo. Seu possível egoísmo em pensar apenas no que é seu e que aos poucos vai sendo solapado sem você reagir.

Até você ser obrigado a engolir um Estado sem eleições diretas, com censura à imprensa, governo idolatrado falsamente e economia dirigida. Um país sem papel higiênico.

Pior ainda, se reagir, protestar, já será tarde demais e irá para a cadeia. Se não for paredão. Agora é a hora de ter opinião, defende-la, difundi-la.

Defender seu país dentro dos limites da lei.

O que você quer para o Brasil, para sua vida?

 

 

 



Ele disse desconhecer que os valores depositados em conta secreta do casal de marqueteiros eram relativos a dívida de campanha da presidente afastada Dilma Rousseff

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Dá-se destaque, como se fosse notícia, ao desânimo de Lula. Enquanto isso, milhões de brasileiros buscam emprego

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Entre eles estão alimentos e bebidas não alcoólicas, de acordo com levantamento da consultoria MacroSector

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