São Paulo, 23 de Maio de 2017

/ Opinião

50 anos de Zona Franca
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O Norte pede e o Brasil precisa é que seja aberta uma nova fase, que venha a gerar outros cem mil empregos de qualidade

A Zona Franca de Manaus está completando meio século de existência.

O noticiário nacional, infelizmente, peca por omissões e a repetição de equívocos, numa verdadeira operação para esconder a verdade, envolvendo a polêmica iniciativa do presidente Castelo Branco, mas que se tornou mesmo realidade no governo Costa e Silva, em dedicada atuação do ministro do Interior General Afonso de Albuquerque Lima.

A Zona Franca foi formulação dos militares preocupados com a integração e a unidade nacional. E o desejo que as oportunidades de crescimento da riqueza nacional fossem melhor distribuídas em suas diferentes regiões – afinal, somos um país de dimensões continentais.

Assim é que Manaus se tornou uma cidade moderna e o estado do Amazonas passou a ter uma arrecadação mínima e, principalmente, gerou empregos, bons salários e garantias sociais.

Quando o presidente João Figueiredo deixou o governo, eram cem mil empregos. Trinta anos depois, é um pouco menos, fruto da indiferença das autoridades da área econômica, que, não podendo extinguir, congelou a Zona Franca, confinada à meia dúzia de produtos.

Risível o argumento de que meio século seria suficiente para que os incentivos fiscais fossem abolidos ou diminuídos.

Ora, Manaus continua onde sempre esteve, com seus dramas de isolamento e de infraestrutura. Foi publicado até que a vocação da capital amazonense seria o turismo.

O diretor da Eletrobrás e ex-presidente da Eletronorte José Antônio Muniz Lopes é um benfeitor da região.

Soube conservar a Usina de Balbina, reformular o sistema termoelétrico da capital e agora tocar a interligação com Tucuruí, o que garantirá progresso à região, desde que com amparo na área econômica. É de técnicos apolíticos e polivalentes como esse que o Brasil precisa ouvir.

No governo Sarney, os militares, sob o comando do General Leônidas Pires Gonçalves, lançaram o Projeto Calha Norte, que, apesar de andar meio abandonado, é vital para a segurança e melhor ocupação de nossas fronteiras.

Aliás, as estradas abertas por Mário Andreazza também foram abandonadas, como a Manaus Porto Velho, Manaus-Boavista e Cuiabá-Santarém – esta última feita para escoar pelo Amazonas a produção de Mato Grosso.

Todas deveriam ser prioridades nacionais. Isso, sim, é assunto a ser discutido; não o mimimi da política menor!

O Norte pede e o Brasil precisa é que seja aberta uma nova fase, que venha a gerar outros cem mil empregos de qualidade, captando o interesse da indústria farmacêutica, por exemplo, para pesquisa e produção, com base na flora local, de indústrias de beneficiamento da madeira legal, com o novo e moderno porto para escoar a produção. E a volta da borracha incentivada.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 



Uma minoria desclassificada de oportunistas de plantão, com auxílio de políticos corruptos, está afastando essa oportunidade, pouco importando milhões de famílias que não conseguem arrumar trabalho para se sustentarem com dignidade

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Ou o País põe fim aos meios que nos levaram a este estado de coisas, ou continuará sem meios para chegar a qualquer fim

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