São Paulo, 26 de Julho de 2017

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Vendas de veículos crescem mais no interior do que nas metrópoles
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O comércio de automóveis na capital paulista, com 11,8 milhões de habitantes, registrou crescimento de apenas 6% no ano passado

Por um bom tempo, o charme da pequena Itupeva, a 70 quilômetros de São Paulo, era ter um único semáforo, na principal avenida da cidade, a Brasil. De um ano para cá, contudo, a cidade ganhou mais oito, e o congestionamento não para de aumentar.

Como na grande maioria dos municípios com até pouco mais de 50 mil habitantes, as vendas de veículos em Itupeva mais que dobraram entre 2007 e 2013, independentemente das baixas que afetaram o mercado como um todo nesse período.

Só em Itupeva a alta das vendas foi de 143%. Em São Paulo, que abriga 11,8 milhões de pessoas, o crescimento foi de apenas 6%. No Brasil como um todo, a média foi de 53% de alta - passou de 2,3 milhões para 3,5 milhões de veículos.

O crescimento da renda, a multiplicação das atividades produtivas como a agropecuária e a interiorização de várias indústrias são fatores que contribuíram para o aumento da demanda por carros nas cidades de menor porte, diz Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Nas grandes metrópoles como São Paulo, Rio e Brasília, com mais de 500 mil habitantes, o crescimento ficou abaixo da média brasileira. "São praticamente vendas para substituição de frota", afirma Moan. Já nas cidades com até 500 mil moradores, a média do aumento de vendas é de 80%. O mais alto porcentual foi verificado nas localidades com até 5 mil habitantes, de 142%.



O movimento do varejo paulistano cresceu 7,85% na primeira quinzena do mês em comparação com o mesmo de 2016, de acordo com a ACSP

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Preços mais baixos, recuperação parcial do crédito e os saques das contas inativas do FGTS levaram a CNC a revisar a previsão de crescimento de 1,2% para 1,6%

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Na comparação com o mesmo mês de 2016, o comércio registrou alta de 2,4%, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PME), do IBGE

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