São Paulo, 29 de Setembro de 2016

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Vendas de veículos crescem mais no interior do que nas metrópoles
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O comércio de automóveis na capital paulista, com 11,8 milhões de habitantes, registrou crescimento de apenas 6% no ano passado

Por um bom tempo, o charme da pequena Itupeva, a 70 quilômetros de São Paulo, era ter um único semáforo, na principal avenida da cidade, a Brasil. De um ano para cá, contudo, a cidade ganhou mais oito, e o congestionamento não para de aumentar.

Como na grande maioria dos municípios com até pouco mais de 50 mil habitantes, as vendas de veículos em Itupeva mais que dobraram entre 2007 e 2013, independentemente das baixas que afetaram o mercado como um todo nesse período.

Só em Itupeva a alta das vendas foi de 143%. Em São Paulo, que abriga 11,8 milhões de pessoas, o crescimento foi de apenas 6%. No Brasil como um todo, a média foi de 53% de alta - passou de 2,3 milhões para 3,5 milhões de veículos.

O crescimento da renda, a multiplicação das atividades produtivas como a agropecuária e a interiorização de várias indústrias são fatores que contribuíram para o aumento da demanda por carros nas cidades de menor porte, diz Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Nas grandes metrópoles como São Paulo, Rio e Brasília, com mais de 500 mil habitantes, o crescimento ficou abaixo da média brasileira. "São praticamente vendas para substituição de frota", afirma Moan. Já nas cidades com até 500 mil moradores, a média do aumento de vendas é de 80%. O mais alto porcentual foi verificado nas localidades com até 5 mil habitantes, de 142%.



Queda prevista é mais acentuada do que a registrada em 2015, de -4,3%, na comparação com 2014, de acordo com a ACSP

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Ritmo de crescimento é inferior aos 17% de 2015, segundo o Índice Cielo. Mesmo assim, desempenho é superior à média do varejo total no período, que foi de 4%

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Com quedas cada vez menos intensas, o varejo paulistano começa a reagir, mesmo operando no vermelho. Na primeira quinzena de setembro, o recuo foi de 5,3%

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