São Paulo, 26 de Julho de 2017

/ Negócios

Varejo estima que as vendas voltaram a crescer em março
Imprimir

O feriado de Carnaval reduziu o número de dias úteis e freou as vendas em fevereiro. A expectativa é de que o crescimento real atingirá 6,36% até o final deste mês

Com mais dias úteis, o mês de março deve puxar a recuperação das vendas do varejo, segundo projeções do IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo).

O indicador de expectativas dos associados da entidade para os próximos três meses, o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), projeta um crescimento real de 6,36% em março na comparação com o mesmo mês de 2014.

Para abril e maio as projeções de crescimento são de 7,57% e 5,98%, respectivamente.

Uma das hipóteses é que os associados mantiveram os seus orçamentos, apesar do cenário macroeconômico deteriorado.

Outro motivo que sustenta melhor estimativa em março é que o resultado mensal não será influenciado pelo efeito-calendário, ou seja, pelo menor número de dias úteis no mês devido ao feriado carnavalesco. Foi o que acabou prejudicando as vendas em fevereiro.

No mês passado, houve queda real no faturamento de 2,2% ante igual mês de 2014. O crescimento real projetado pelo IDV alcançava 3,2% em fevereiro. 

A expectativa para o primeiro trimestre deste ano é de haverá um aumento real das vendas de 1,8% --o menor percentual dos últimos três anos. Isso devido à mudança de cenário econômico, com a redução da renda real das famílias e a queda relevante na confiança dos consumidores. 

O menor resultado para o primeiro trimestre foi de crescimento de 2,2% em 2013. 

PROJEÇÃO POR SEGMENTOS 

O segmento de bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de supermercados e hipermercados, foodservice e perfumaria, apresentou queda de 3,43% nas vendas em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2014. 

Para março, a expectativa é de uma recuperação nas vendas, com crescimento de 5,3%. Já para abril, a previsão de aumento é de 11,2%, e em maio, 9,5%.

O setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, cresceu 4,7% em fevereiro. O segmento tem estimativa de crescimento para março de 8,8%, de 8,4% para abril e de 6,13% para maio.

Para o segmento de bens duráveis, os associados do IDV divulgaram resultado real de queda de 5,9% em fevereiro. Para março, a expectativa de crescimento é de 6,3%. Para abril, elevação de 5,8% e de 4,74% em maio.

 



A crise econômica gerou mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros, que aprenderam a pesquisar preços e transformaram presentes em lembrancinhas

comentários

De forma geral, os indicadores continuam em patamares melhores do que no ano passado, mas ainda aquém do desejável de uma economia em sua plenitude, de acordo com a Fecomercio

comentários

A procura por aquecedores, jaquetas, cobertores e mantas disparou nesta semana, animando os varejistas

comentários