Negócios

Varejo tem quarta alta seguida em julho


Recuperação tende a se intensificar durante os próximos meses, na medida em que as taxas de juros continuem se reduzindo, segundo economistas da Associação Comercial de São Paulo


  Por Redação DC 12 de Setembro de 2017 às 18:17

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Em julho, as vendas do varejo restrito (que não considera veículos e materiais de construção) e do ampliado (que inclui todos os segmentos) aumentaram na comparação com o mesmo mês do ano passado, pelo quarto mês consecutivo (3,1% e 5,7%, respectivamente).

Esta quarta mensal mostra uma tendência de recuperação, segundo boletim divulgado por economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

No período janeiro a julho também houve elevação do volume comercializado (0,3% e 1,1%, respectivamente).

Nos resultados acumulados nos últimos 12 meses, ambos tipos de comércio continuaram apresentando contração (-2,3% e -2,8%, respectivamente), porém mantendo a tendência de perda de intensidade com relação ao mês imediatamente anterior (-3,0% e -4,1%, respectivamente) observada nas últimas leituras, sinalizando que está em curso uma recuperação, embora lenta.

Na comparação com julho de 2016, o crescimento do volume comercializado do varejo apresenta perfil disseminado.

Segundo a análise, os supermercados apresentaram leve alta de 0,3%, explicada fundamentalmente pela redução dos preços de alimentos, provocada pela “supersafra” agrícola, e pela recuperação do poder aquisitivo dos salários, decorrente da desaceleração generalizada da inflação

"Por sua vez, a apreciável elevação das vendas de móveis e eletrodomésticos (12,7%) e tecidos, vestuário e calçados (15,5%) também reflete os impactos positivos da liberação de recursos inativos no FGTS, das menores taxas de juros, dos maiores prazos de financiamento, da maior geração de empregos e do clima mais frio, no segundo caso,
além, evidentemente, da base de comparação fraca do ano passado."

De acordo com os economistas, as vendas de itens de maior valor, tais como material de construção e veículos, começam a reagir (11,0% e 6,5%, respectivamente), tanto pela melhora das condições de crédito e renda das famílias, como pela retomada das contratações, embora tampouco se possa descartar o efeito positivo da menor base de comparação.

"Em síntese, os resultados do varejo, em julho, continuam a sinalizar de que há uma indiscutível recuperação das vendas, após quase três anos consecutivos de queda."

"Essa recuperação, que ainda é lenta, tenderá a se intensificar durante os próximos meses, na medida em que as taxas de juros continuem se reduzindo, num contexto de progressiva recomposição do poder aquisitivo das famílias."

FOTO: Thinkstock