Sintonia fina com o público-alvo


Para cafeteria paulistana, o perfil do ponto de venda é parte essencial do modelo de negócios


  Por Inês Godinho 30 de Outubro de 2014 às 00:00

  | Jornalista especialista em sustentabilidade e gestão, a editora atuou no Estadão, na Editora Abril e na Folha de S. Paulo


Fundador da Delicake, cafeteria paulistana com quatro lojas e conhecida pela inventividade na produção de cupcakes (minibolos), o microempreendedor Elias Freire passou recentemente por mais uma empreitada para abrir um novo ponto. Foi a oitava experiência e a quarta loja em operação (duas lojas próprias foram fechadas e duas tiveram desistência dos franqueados). Com a vivência, tornou-se evidente para ele que a composição do ponto é parte essencial do seu modelo de negócios. Seus empreendimentos atuais se concentram na região da avenida Luis Carlos Berrini, no Brooklin, um dos mais agitados polos empresariais da capital.

“Idealizei um produto vinculado ao público corporativo e, por isso, preciso estar perto dele, nos corredores de grande concentração de escritórios e corporações, e também dos restaurantes que os atendem”, afirma. “Cerca de 80% da minha clientela é de funcionários dessas empresas. Uma delas, um grande banco, representa 5%.” Escolher a localização, para ele, é tarefa pessoal, para a qual adota alguns procedimentos: visita várias vezes a rua escolhida, que deve estar próxima à sede de empresas e ser passagem obrigatória de grande fluxo de pessoas. Escolhe um lugar estratégico perto do ponto e, literalmente, conta o número de pessoas segundo o fluxo do horário. Circula e almoça algumas vezes na região para se familiarizar com os hábitos dos potenciais clientes.

Leia mais:

1 - Por dentro  da química do ponto comercial 
2 - O melhor endereço para os serviços profissionais