São Paulo, 07 de Dezembro de 2016

/ Negócios

Redes líderes do varejo demitem funcionários
Imprimir

Pressionados pela conjuntura negativa que atingiu o comércio no primeiro trimestre, grandes redes como C&A e Lojas Marisa promovem demissões em São Paulo

A retração nas vendas do comércio varejista, que teve no 1º trimestre deste ano o pior desempenho para o período desde 2003, começa a ter desdobramentos sobre o emprego, especialmente nos segmentos de artigos de vestuário e revendas de veículos.

O volume de vendas de vestuário acumula queda de 3% no 1º trimestre, enquanto o varejo que não inclui veículos e materiais de construção registrou um recuo de 0,8%.

A C&A, líder do segmentos de itens vestuário, demitiu na semana retrasada cerca de 200 funcionários. A direção da C&A não confirma os números, mas informa, por meio de comunicado, que "adequou o seu quadro de funcionários em virtude do atual cenário econômico".

Fora os cortes mais recentes, de janeiro até o dia 20 de maio, o Sindicato do Comerciários de São Paulo registrou 264 homologações da C&A só na capital paulista, um número quase 60% maior em comparação com o mesmo período de 2014. O processo de homologação ocorre quando o trabalhador está há mais de um ano na empresa e a demissão tem que passar pelo sindicato.

Na Lojas Marisa os cortes foram maiores. Nas contas do sindicato, foram 391 homologações de janeiro até 20 de maio, um volume 83,5% maior em comparação a 2014. A empresa também não confirma os números, mas admite que "com o objetivo de buscar ganhos de produtividade e eficiência, realizou adequação no quadro de colaboradores para o cenário deste ano". Segundo a Marisa, não há planos de mais cortes.

Na Lojas Riachuelo, foram 231 homologações entre janeiro e 20 de maio, de acordo com o sindicato. É um crescimento de 40,8% na comparação com 2014. "Este número não reflete a realidade da empresa", rebate Flávio Rocha, presidente da rede varejista. Ele disse que a Riachuelo tem 22 mil funcionários, 2 mil a mais do que em 2014. O dado do sindicato mostra, segundo ele, só as demissões. Mas a rede ampliou as contratações também, argumenta.

PIOR ANO

O presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, não tem dúvida de que 2015 será o pior ano do emprego para o comércio da última década. De janeiro até o dia 20 de maio, foram homologadas 45.577 demissões no comércio na capital paulista. "O meu feeling diz que vai piorar", prevê. No ano todo de 2014 foram 121,8 mil rescisões.

LEIA MAIS: Queda nas vendas amplia o fechamento de lojas

Sinais de demissões agora já alcançam o varejo



Quem afirma é Pedro Passos (foto), presidente do conselho da Natura. Em evento, ele defendeu a simplificação tributária e a reforma trabalhista

comentários

Na última reunião plenária do ano realizada pela ACSP, os empresários lamentaram as baixas de 2016, mas demonstraram expectativas positivas para o próximo ano

comentários

Total associado a roubos, furtos e problemas operacionais ficou em 2,25% do faturamento líquido em 2015, segundo o Ibevar. Média dos anos anteriores era de de 1,8%

comentários