São Paulo, 11 de Dezembro de 2016

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Queda nas vendas amplia o fechamento de lojas
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Pesquisa da CNC mostra que número de lojistas cai pela primeira vez em 10 anos

A queda nas vendas do comércio varejista começa a levar empresas a fechar as portas. Pela primeira vez em 10 anos, o número de companhias do varejo informantes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) diminuiu nos últimos 12 meses contabilizados até março.

Segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a retração foi de 2,6%. No mesmo período, o volume de vendas do varejo ampliado - que inclui veículos e materiais de construção - recuou 3,4%.

"A queda na quantidade de varejistas que não fizeram nenhuma declaração trabalhista ao Caged, como demissões, contratações, licenças, por exemplo, representa um forte indício de que as empresas estão encerrando as atividades por causa da queda nas vendas", afirma Fabio Bentes, economista da CNC e responsável pelos cálculos.

Ele pondera, no entanto, que outra explicação para a redução da quantidade de empresas informantes do Caged seria a migração para a informalidade. O economista, porém, considera essa hipótese menos provável. O maior rigor na fiscalização existente hoje tornou mais difícil para uma varejista trabalhar de forma clandestina. 

Para Bentes, o termômetro mais exato de quantidade de empresas ativas no varejo é o banco de dados Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. Essa estatística, no entanto, sofre muita defasagem, pois a divulgação ocorre apenas no fim de cada ano. A mais recente é de 2013.

O levantamento feito pelo economista mostra que entre 2005 e 2013 houve uma forte correlação positiva entre o crescimento do volume de vendas e o número de empresas do varejo ativas no Caged. Esse quadro, no entanto, começou a mudar em 2014, diante da freada do varejo. No ano passado, o volume de vendas do varejo ampliado caiu 1,7%, embora o número de varejistas ativas tenha ficado estável. A tendência atual indica também a diminuição da quantidade de empresas e não apenas das vendas. 

Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo
 



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