São Paulo, 21 de Fevereiro de 2017

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Produtos para festa junina têm impostos de até 61,56%
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Pesquisa da ACSP alerta que comidas e acessórios estão altamente tributados. Carga tributária é maior no quentão (61,56%), fogos de artifício (61,56%), e vinho (54,73%)

Os impostos podem representar até 61,56% do preço dos principais produtos para as festas junina, aponta a ACSP (Associação Comercial de São Paulo). O tradicional quentão e os fogos de artifício lideram a lista, ambos com 61,56% de imposto em seu preço final. Os dois itens são os mais tributados entre os avaliados pelo levantamento.

A menor tributação está no pinhão (24,07%) e no fubá (25,28%). Montar pratos típicos também está mais caro. Os preços do amendoim, da canjica e da pipoca, por exemplo, são compostos em mais de um terço por impostos - 36,54%, 35,38% e 34,99%, respectivamente.

Para Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), a carga tributária no Brasil já passou do limite.

"Não podemos mais continuar com essa política de elevação de impostos, taxas e contribuições. Tanto consumidor quanto empresariado já não aguentam mais esses constantes aumentos. O custo da produção está aumentando, o poder de compra está diminuindo e a atividade econômica, retraindo", adverte.

ACESSÓRIOS

O levantamento da ACSP, encomendado ao IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), também avaliou a carga tributária de acessórios tipicamente usados nas festas juninas. O chapéu de palha, tradicional símbolo dessa época festiva, é tributado em 33,95%. Já o preço da camisa é composto em 34,67% de impostos.

Arte: William Chaussê

*Foto: Álvaro Motta/Estadão Conteúdo



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