São Paulo, 09 de Dezembro de 2016

/ Negócios

Melhores em exportação recebem prêmio da ACSP
Imprimir

Concedido pela SP Chamber of Commerce, departamento da ACSP criado para estimular o comércio exterior, o prêmio Exporta, São Paulo busca reconhecer o esforço das micro, pequenas e médias empresas no fomento das exportações do Estado

Empresas paulistas receberam, na tarde desta segunda-feira (15), o prêmio Exporta, São Paulo. Concedido pela SP Chamber of Commerce, departamento da ACSP criado para estimular o comercio exterior, o prêmio busca reconhecer o esforço das micro, pequenas e médias empresas no fomento das exportações do Estado.

Para se chegar aos vencedores foram considerados quatro critérios: maior crescimento relativo das exportações; maior ampliação da pauta de exportação; maior expansão dos mercados compradores e desempenho dentro dos países da Aladi (que costumam ser os mais explorados pelos exportadores brasileiros). Estes critérios foram analisados com base nos resultados obtidos entre julho de 2012 e junho de 2013 e também entre julho de 2013 e junho de 2014.

As selecionadas fazem parte de um universo de 3,5 mil empresas que constam do banco de dados da SP Chamber.

Leia a seguir um pouco da história de algumas das empresas premiadas pelo Exporta, São Paulo deste ano.

P3D: NAS SALAS DE AULA MUNDO AFORA

Um software brasileiro tem ajudado professores de diversos países a educarem seus alunos em sala de aula. Desenvolvido pela P3D, empresa nascida dentro do Cietec – o centro de inovações da Universidade de São Paulo (USP) – o software usa a realidade virtual e a tecnologia 3D para possibilitar aos estudantes imergirem nos detalhes do corpo humano, das placas tectônicas, das cadeias de DNA, entre outros modelos complexos.

Toda a modelagem tridimensional é realizada no Brasil por uma equipe de 15 profissionais. “Nosso produto permite ao professor explorar as suas aulas de maneira visual, rompendo a barreira do ‘tente imaginar’. Como é possível fazer o aluno imaginar uma ponte de hidrogênio, por exemplo”, comenta Emerson Hyppolito, sócio da P3D. 

O software não segue um roteiro pré-definido, como os livros didáticos tradicionais. Ele permite que o professor monte suas aulas da maneira como achar conveniente, destacando visualmente pontos importantes, inserindo áudio com observações, entre outras possibilidades. “O professor pode elaborar sua aula no formato de um filme”, diz Hyppólito.

Fora da sala de aula os alunos têm acesso a versões mais simplificadas do produto, compatíveis com PCs e tablets.

O software da P3D já foi traduzido para 13 línguas e recebeu prêmios na Espanha e Suíça. Hoje, das cerca de 3 mil licenças vendidas, 2 mil foram comercializadas fora do país.   

MAYSTAR: OBJETIVO, CONQUISTAR A AMÉRICA DO SUL

Com 30 anos, a indústria espanhola Maystar é uma das líderes em vendas de cosméticos para depilação na Europa, na América do Norte e na Ásia. Faltava conquistar a clientela da América do Sul. Um estudo sobre o potencial desta região acabou levando a empresa a escolher o Brasil para instalar a sua primeira fábrica para servir como base de exportação para toda a região.

Com investimentos da ordem de 2,5 milhões de euros, a Maystar montou há cerca de dois anos e meio uma fábrica em Pindamonhangaba (SP). Da produção de 106 mil quilos de cera por mês, 20% já seguem para Colômbia, Peru, Bolívia, Uruguai e Equador.

“Estamos em pleno processo de expansão e do jeito que está o dólar, favorável às exportações, vamos vender mais para fora do país do que aqui no mercado brasileiro”, diz Ruy Rodrigues de Carvalho Jr., diretor da Maystar.

A Maystar trabalha com duas linhas de produtos, uma para o mercado profissional, a Starpil, e outra para o consumidor, a Depil Flax. Essas duas marcas também são comercializadas no mercado internacional.

A partir da Espanha, a Maystar abastece 68 países. A meta da unidade brasileira é atender toda a América do Sul até o final do ano que vem, o que significa dobrar a exportação até lá. Para o Brasil, a projeção é aumentar 30% as vendas em 2015. A unidade brasileira deverá atender também a América do Norte, já que a fábrica espanhola já está com toda a produção tomada.

A espanhola Maystar conta com uma linha de cerca de 30 produtos no país. São ceras com várias fragrâncias, produtos para preparação do pelo, além de produtos para higienização, tratamento e hidratação da pele.

Carvalho Jr. lembra que o ano de instalação da fábrica no país, 2012, foi complicado, até porque, naquela época, o dólar não estava nada favorável à exportação. Já este ano foi bom para as vendas no mercado brasileiro, o que, segundo ele, deve mudar em 2015, até porque a marca está se tornando cada vez mais conhecida.

A marca preferida das consumidoras brasileiras para produtos de depilação é a Veet, de origem inglesa. “O desafio é grande, mas estamos preparados para crescer tanto no país como no exterior.”

EQUILÍBRIO: PARCEIROS NO EXTERIOR

Diversificar o mercado consumidor hoje é um mantra dentro das empresas. Essa é uma maneira confiável de enfrentar as oscilações de humor do mercado interno, conforme conta Priscila Balico Fernandes, responsável pelas áreas de vendas e comércio exterior da Equilíbrio Balanceamentos Industriais, companhia que se destaca no fornecimento de equipamentos de separação sólido/líquido, em especial para usinas de etanol.

Nos últimos quatro anos, as vendas da empresa para o mercado externo cresceram, em média, 30% ao ano. Hoje, 32% do seu faturamento são decorrentes das exportações, que abrangem toda a América Latina.

Ao longo desse curto período de tempo a Equilíbrio mudou sua abordagem junto aos mercados de destino. No início, conta Priscila, a prospecção dos mercados era realizada por executivos da empresa, que viajavam todas as semanas para as áreas de interesse. “Mas compreendemos que seria mais eficiente, e viável, apostar em representantes nesses locais”.

Hoje a equilíbrio possui quatro representantes que cobrem diferentes áreas de influência na América Latina. “São pessoas com grande conhecimento dos mercados onde atuam, o que facilita as negociações”, diz Priscila.

Fundada em 1998, a empresa, instalada em Sertãozinho, interior de São Paulo, produz peneiras rotativas, ventiladores e exaustores, entre outros produtos. 

   

 



Instrução Normativa detalha regras para o atendimento de micro e pequenas empresas exportadoras pelos operadores logísticos

comentários

Na última reunião plenária do ano realizada pela ACSP, os empresários lamentaram as baixas de 2016, mas demonstraram expectativas positivas para o próximo ano

comentários

Fiel aos princípios que guiaram sua fundação, a trajetória da ACSP, que completa 122 anos nesta quarta-feira (7/12), foi marcada por ações e posições que a colocam como partícipe da vida política, econômica e social da cidade de São Paulo, do Estado e do País

comentários