São Paulo, 24 de Março de 2017

/ Negócios

Lojistas não conseguiram desovar estoques de final de ano
Imprimir

Os segmentos de vestuários, calçados, tecidos e acessórios foram os que tiveram mais produtos encalhados

Os comerciantes de todo o País começaram o ano com estoques mais elevados, segundo um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

A intenção de investimentos em estoques recuou 0,7% em janeiro, ante dezembro, de acordo com dados apurados na pesquisa de confiança do empresário do comércio. Na comparação com janeiro do ano passado, a queda foi de 1,7%.

O porcentual de comerciantes que avaliam estar com os estoques acima do adequado ficou em 29,5% em janeiro deste ano.
O grupo de varejistas de produtos semiduráveis - que inclui lojas de vestuário, acessórios, calçados e tecidos - é o mais insatisfeito em relação a janeiro de 2016. 

O porcentual de lojistas deste segmento que avaliam os estoques acima do adequado está em 25%, mas essa fatia saltou 10,6 pontos porcentuais em um ano.

"O ramo de vestuário, calçados e acessórios é historicamente alavancado pelas vendas natalinas, chegando a aumentar o faturamento em até 90% na comparação com o mês anterior. Mas menores vendas no Natal frustraram os lojistas, que começaram 2017 com estoques maiores do que esperavam e, assim, com menor intenção de investimentos em renovação de produtos", avaliou a economista Izis Ferreira, da CNC.

Os lojistas dos ramos de bens duráveis - lojas de eletroeletrônicos, móveis e decorações, entre outros - e não duráveis - supermercados, farmácias e cosméticos - ajustaram melhor seus estoques ao longo de 2016, segundo a Confederação. 

Mas ainda assim enfrentam dificuldades: 33,4% dos comerciantes de bens duráveis e 27,4% de não duráveis consideram seus estoques acima do desejável.

IMAGEM: Thinkstock



O Conselho da Mulher Empresária da ACSP homenageou empreendedoras, como Clair Helena Peixoto Oliveira dos Santos, em evento que repercute o Dia da Mulher

comentários

O indicador representa uma desaceleração do ritmo de queda na comparação com meses anteriores. Trata-se do menor recuo na comparação anual desde abril de 2015, de acordo com o IDV, que reúne as grandes redes

comentários

Os preços desses aparelhos recuaram, em média, 11% em fevereiro, segundo o Índice Fipe Buscapé

comentários