São Paulo, 23 de Julho de 2017

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Feriados geram perdas de mais de R$ 10 bi ao comércio em 2017
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Montante é 2% maior do que o estimado em 2016, de acordo com estimativas da FecomercioSP

Um levantamento da FecomercioSP aponta que o comércio varejista brasileiro deve perder R$ 10,5 bilhões em 2017 devido aos feriados nacionais e pontes. 

Esse montante é 2% superior ao dado projetado em 2016, principalmente, pelo fato de que este ano haverá uma ponte a mais do que no ano anterior e um destes feriados cairá em dia de semana. 

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O feriado de 1º de maio, em 2016, foi celebrado no domingo e agora será na segunda-feira. 

O setor de vestuário, tecidos e calçados deve perder cerca de R$ 1,1 bilhão com os feriados e pontes de 2017, crescimento de 23% em relação a 2016. 

Em termos de faturamento, o segmento de Outras Atividades (combustíveis, relógios e papelarias, entre outros) perderá cerca de R$ 3,9 bilhões, ou 8% a menos que em 2016 - o único setor com variação negativa.
 
Já os setores ligados aos bens essenciais devem participar com pouco menos que 45% do total da perda no próximo ano. 

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Segundo as estimativas da Federação, o segmento de Supermercados deve registrar prejuízos perto de R$ 3 bilhões, 2% acima do calculado para 2016, enquanto o de farmácias e perfumarias, por sua vez, tende a registrar perda de R$ 1,6 bilhão, 7% superior a 2016.
 
Nos cálculos, a FecomercioSP desconsiderou os feriados estaduais e municipais que também prejudicam, em média, a atividade comercial. 

Na análise da Entidade, após dois anos de forte recessão econômica - com retrações de 3,8% em 2015 e 3,5% esperada para 2016 -  o número excessivo de feriados e pontes deveria ser revisto, a fim de contribuir no aumento da produtividade da economia.
 
Para os estabelecimentos que desejam abrir as portas nos feriados na tentativa de suavizar essas perdas, a federação alerta para os custos adicionais (100% para trabalhos em feriados adicionados de cerca de 37% de encargos) para a empresa, o que pode inviabilizar essa opção.  

Para a FecomercioSP, em nome da modernização das relações trabalhistas, seria oportuno que essa questão fosse debatida: o excesso de proteção por meio dessa elevação de custos acaba prejudicando tanto as empresas, que optam por não abrir no feriado, como os empregados, que reduzem seus rendimentos ao deixarem de obter as comissões sobre as vendas.

FOTO: Thinkstock



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