São Paulo, 27 de Março de 2017

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Faturamento real de supermercados cresce 3,86% em São Paulo
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Mesmo diante de um cenário macroeconômico desfavorável, o setor continua crescendo acima de outras atividades econômicas e acima do PIB

O faturamento real dos supermercados no Estado de São Paulo cresceu 3,86% em 2014, de acordo com a Associação Paulista de Supermercados (Apas). O dado já desconsidera a inflação do período na região. No critério mesmas lojas, que leva em conta apenas unidades abertas há mais de um ano, a alta foi de 1,93%.

Considerando apenas as vendas do mês de dezembro, porém, houve queda. A receita retraiu 1,56% ante o mesmo mês do ano anterior. Já as vendas de mesmas lojas em dezembro caíram 2,96% na mesma comparação.

Em nota, a Apas destaca que "o ritmo é de desaceleração nas vendas desde meados de 2013, diante de uma inflação mais elevada e persistente que afetou o poder de compra da população, reduzindo o volume de compra das famílias nos supermercados". "Contudo, vale destacar que o setor supermercadista, mesmo diante de um cenário macroeconômico desfavorável, continua crescendo acima de outras atividades econômicas e acima do PIB brasileiro", acrescenta a entidade.

VENDAS

O faturamento nominal no acumulado de janeiro a dezembro de 2014 em relação a 2013 teve alta de 7,79% no conceito de mesmas lojas. Em dezembro a alta foi de 4,39% em relação a dezembro de 2013. Considerando o total das lojas, houve alta de 9,85% no acumulado do ano. Em dezembro, a alta foi de 5,90%.

O desempenho do setor supermercadista em 2014 ficou muito abaixo dos resultados de anos anteriores, destacou a Apas. Desde 2008 o ritmo de crescimento real era superior a 5%. "O resultado de 2014 aponta para uma forte desaceleração no desempenho do setor", conclui a entidade.

A expectativa para 2015 é de um crescimento muito próximo ao verificado em 2014. A Apas aponta que a inflação tende a permanecer em patamar elevado ao longo de 2015 e o emprego e a renda tendem a permanecer estáveis, sem grandes elevações.



A projeção é do Instituto de Economia da ACSP com base em dados do IBGE e do Índice Nacional de Confiança (INC), pesquisa mensal da Associação Comercial de São Paulo

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