São Paulo, 29 de Setembro de 2016

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Executivos brasileiros lideram pessimismo mundial
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Pesquisa da PwC divulgada em Davos diz que subiu de 30% para 64% os que não estão confiantes no crescimento de suas empresas em 2015

Por Rolf Kuntz, de Davos

Executivos da maior parte do mundo estão menos otimistas do que há um ano e os brasileiros estão entre os menos animados, segundo a pesquisa anual da empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). No Brasil, a parcela de dirigentes que estão confiantes no crescimento de suas companhias nos próximos 12 meses caiu de 42% para 30%. A média internacional se manteve em 39%.

O pessimismo vale tanto para as condições de cada país quanto para o cenário internacional. Desta vez, só 37% dos 1.322 consultados em 77 países, no fim do ano passado, disseram esperar maior crescimento global em 2015. Na pesquisa realizada no fim de 2013, foram 44%. Entre os brasileiros, o grupo dos otimistas quanto às perspectivas internacionais ficou em 27%.

Quase dois terços dos brasileiros (64%) disseram haver mais ameaças ao crescimento de suas empresas agora do que há três anos. A infraestrutura inadequada, a resposta do governo ao déficit fiscal e à divida pública e o crescente peso dos tributos foram citados como os maiores perigos econômicos.

Entre os principais problemas das empresas foram indicados a escassez de mão de obra qualificada, a corrupção e os subornos e o custo alto ou volátil da energia. Os brasileiros destacaram como tendência mais preocupante nos próximos cinco anos o excesso de regulação dos negócios. Essa resposta foi dada por 66% dos consultados no Brasil e por 78% na pesquisa global.

Estados Unidos

Os Estados Unidos foram apontados por 59% dos entrevistados no Brasil como o país mais importante para o crescimento de seus negócios neste ano. Em seguida, foram mencionadas a China(39%) e a Colômbia (23%). Na pesquisa geral, os países mencionados como os mais relevantes para a prosperidade mundial foram os Estados Unidos, a China, a Alemanha, o Reino Unido e o próprio Brasil, com 10% das menções.

Os quatro primeiros países foram citados em 38%, 34%, 19% e 11% das respostas. Também na avaliação interna os americanos, alemães e britânicos ficaram entre os mais otimistas. Não há grande surpresa: são essas as três grandes economias capitalistas com melhor desempenho nos últimos anos.

Essa foi a 18ª pesquisa anual realizada em todo o mundo pela PricewaterhouseCoopers com executivos principais de grandes empresas. Todo ano o relatório é divulgado um dia antes da abertura da reunião do Fórum Econômico Mundial.

 



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